Nascia o filosofo, Tomás de Aquino

7 Março 1274

Dos 5 aos 10 anos, Tomás de Aquino fez seu curso primário com os monges da vizinha cidade de Monte Cassino. Nessa época, dava mostras de uma inteligência fora do comum.

Em 1239, foi obrigado a voltar ao convívio da família quando os monges foram expulsos pelo imperador. Depois, foi enviado para a Universidade de Nápoles, onde estudou as artes liberais.

Com 15 anos, Tomás de Aquino decidiu entrar para um convento. Bateu às portas da Ordem dos Dominicanos, ordem que criticava a vida monástica tradicional em favor de uma prática de pregação e ensino.

Considerado muito novo e imaturo, o jovem implorou, suplicou, argumentou e com tamanha convicção acabou sendo acolhido pela ordem.

Ao saber da decisão de Tomás de Quino de entrar para a Ordem dos Dominicanos, seu pai mandou seus fieis servidores trazê-lo de volta a Roccasecca.

Sabendo do plano, o superior do convento enviou Tomás de Aquino para Paris, mas o jovem foi alcançado pelos emissários do pai, que o manteve prisioneiro na torre do castelo.

No ano seguinte, Tomás de Aquino fugiu e voltou ao convento de Nápoles. Aos 17 anos, pronuncia os votos religiosos e se torna frei Tomás.

Tomás de Aquino tinha escolhido a Ordem dos Dominicanos, pois não desejava ficar trancado em uma cela e afastar-se do mundo, e sim difundir a fé cristã. Em 1245, resolveu ingressar na Universidade de Paris, um dos grandes centros de estudos teológicos da Idade Média. Depois de quatro anos, virou professor.

Depois de sete anos lecionando e meditando em Paris, Tomás de Aquino começou a elabora sua doutrina cristã, que mais tarde seria aceita pela Igreja e conhecida como “Tomismo”.

Inicialmente, Tomás de Aquino reviu a atitude da Igreja face à filosofia de Aristóteles, que era rejeitada como pensador pagão assim como as demais dos pensadores gregos do período antes de Cristo.

Na Idade Média, não fossem os filósofos árabes, como Averróis, que traduziram e difundiram obras de Aristóteles, elas teriam desaparecido.

Mas a interpretação que lhes deu Averróis em seu “Comentário”, entrava em choque directo com a doutrina da Igreja, pois negava a Revelação e achava que somente pela razão poderia o homem chegar ao conhecimento de Deus.