É fundado o Jornal “ Diário de Noticias “

29 Dezembro 1864

Fundado em 1864, pelo jornalista e escritor Eduardo Coelho e pelo industrial tipográfico Tomás Quintino Antunes, 1.º Conde de S. Marçal. O nº1 foi publicado em 1865. Em 29 e 30 de Dezembro de 1864 já se tinham publicado dois números-programa.

As primeiras três décadas de vida do DN foram marcadas pela direcção de Eduardo Coelho, que seguiu uma estratégia de implementação e consolidação do jornal praticando um jornalismo moderno, informativo e independente. Eduardo Coelho introduziu dois novos géneros jornalísticos: o editorial e a grande reportagem. Após a morte de Eduardo Coelho, a direcção do jornal e da empresa viria a ser assumida pelo seu genro, o advogado e jornalista Alfredo da Cunha, que passou a encabeçar o grupo dos proprietários – a família Coelho, herdeira também do sócio capitalista Tomás Quintino Antunes, que não deixou descendentes. Alfredo da Cunha procurou impulsionar o jornal, renovando o seu aspecto gráfico e captando colaboradores de qualidade, como os escritores Ramalho Ortigão, Eça de Queirós e Pinheiro Chagas. Em 1907, durante o governo de João Franco, foi criado um gabinete de exame censório, sendo Alfredo da Cunha alvo de um processo por alegadas ofensas aos poderes públicos.

Na sua já longa história, iniciada no período da Regeneração, o Diário de Notícias noticiou a queda da Monarquia e a implantação da República, a Grande Guerra, o golpe militar de 28 de Maio de 1926 e o advento do Estado Novo, a 2ª Guerra Mundial, o 25 de Abril de 1974 e a conturbada transição democrática, a adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia e á União Europeia.

Tendo conhecido já três séculos diferentes, o jornal seguiu, nas suas diversas fases, políticas editoriais e gestões muito diversificadas e conheceu vários proprietários, incluindo empresas públicas e privadas. Actualmente, pertence à Global Notícias, uma empresa do Grupo Controlinveste Media. Em Agosto de 2014, João Marcelino deixou a direcção do jornal que liderava há cerca de 7 anos, sendo substituído por André Macedo, até então director do Dinheiro Vivo.