“Os pequenos vagabundos“ – Série RTP

20 Setembro 1980

A forte memória sobre Os Pequenos Vagabundos prevalece desde logo porque os heróis eram um grupo de crianças e jovens adolescentes, com os quais cada um de nós se identificava e personalizava de acordo com os seus sonhos, mas também pela envolvência e cenário da história. Como sinopse, importa lembrar aos mais esquecidos, que a aventura decorreu num campo de férias, onde um grupo de amigos partiu à aventura da busca de um tesouro perdido da antiga ordem dos Templários.

O Castelo Sem Nome, imponente e deslumbrante na sua silhueta medieval, emprestou a toda a série um ambiente de mistério, segredos, perigos e coragem. Para apimentar a aventura, o grupo de amigos teve que lidar com um perigoso grupo de bandidos que haviam realizado um assalto a uma carrinha carregada de ouro, raptando a filha do condutor. Como convém, no final os criminosos foram derrotados e os jovens heróis foram os vencedores.

Quem não se lembra das fantásticas cenas da integração de Lean Loup no grupo, a escalada à torre do castelo, o percurso na gruta, o esconderijo dentro de uma armadura de cavaleiro, em plena reunião da quadrilha de ladrões e outras incríveis passagens, repletas de acção e suspense? A abertura da série e a sua inconfundível música, ainda prevalecem nas nossas profundas memórias, mas simultaneamente tão à superfície da alma e próximas como se tudo acontecesse ontem.

Apesar da série ter passado na RTP a preto e branco, tornou deveras coloridos os sonhos e fantasias de muitas crianças do nosso tempo.

Recordo-me que toda a rapaziada ficou apaixonada pela doce Marion-des-Neiges e nas diversas brincadeiras fingiam ser o Jean Loup ou Bruno, o Cowboy.