“Os Moedeiros falsos“ – Livro de André Gide

2 Setembro 1925

Les faux-monnayeurs”, de André Gide, publicado em 1925, é um acutilante retrato da crise de valores da burguesia intelectual parisiense dos anos vinte, um romance sobre os tormentos e tentações da adolescência, sobre a perversão e a marginalidade.

É um romance que “puxa” pela nossa imaginação, uma história sobre a amizade, o amor e muito ciúme, entre dois jovens candidatos a escritores e dois romancistas rivais:

Bernard Profitendieu, jovem candidato a escritor, muito audacioso e ambicioso, de carácter decidido, no início do romance descobre ser filho bastardo e abandona a família. Aproxima-se da família Molinier.

Olivier Molinier, candidato a escritor, terno e imaturo, é o maior amigo de Bernard.

Édouard, romancista, tio de Olivier, o seu sobrinho preferido. Édouard termina um romance, a que chama “Os Moedeiros Falsos” (o livro dentro do livro, onde a ficção se mistura com a realidade) e escreve um diário, onde guarda confidências sobre as personagens do romance. Bernard, o seu secretário, apanha o diário e passa o seu conteúdo para nós, leitores.

Robert de Passavant, o romancista vaidoso, hipócrita, egoísta, que lança a revista literária “Avant-Garde” e convida Olivier para redactor-chefe. Este aceita, para grande desgosto e muito ciúme do tio.

Vincent Molinier, irmão de Olivier, cobarde e desastrado, amante do jogo e de Laura Douviers.

Confuso?

Talvez esteja, mas, atenção… não se pode julgar a vida dos outros pelo exterior.