Independência da Venezuela

5 Julho 1811

A Independência de Venezuela foi o processo emancipador desenvolvido entre 1810 e 1821 para romper os laços coloniais que existiam entre esse território e o Império Espanhol. Entre os factores mais influentes deste processo destacam-se o desejo de poder por parte dos grupos crioulos venezuelanos que possuíam um status social e económico mas não político, por isso precisavam conseguir o cessar das funções de quem até então tinha exercido o comando na Venezuela, entre eles: o militar espanhol Vicente de Emparan, o Intendente do Exército e Real Fazenda Vicente Basadre, e demais membros da Real Audiência, junto com outros altos servidores públicos espanhóis.

Através da Acta de Declaração da Independência da Venezuela, sete províncias espanholas, pertencentes a Capitania Geral venezuelana na América do Sul, declararam a sua independência do Reino de Espanha e isso implicou a ruptura definitiva com o nexo colonial espanhol. O documento foi redigido principalmente pelo militar e ideólogo venezuelano, Juan Germán Roscio e assinada em 5 de Julho de 1811 na Capela Santa Rosa de Lima de Caracas por seus pares venezuelanos Simón Bolívar e Francisco de Miranda.

O aniversário da assinatura celebra-se como o “Dia da Independência de Venezuela”. Nesta data, o texto autêntico do Acta de Independência de Venezuela, fundamental para a história venezuelana, não foi localizado, mas em seu momento foi conhecido graças a sua reprodução na Gazeta de Caracas e no semanário O Publicista de Caracas.