Nascia o médico, Alois Alzheimer

14 Junho 1864

Em uma cidade pequena da Alemanha, Marktbreit, nasceu Alois Alzheimer, no dia 14 de junho de 1864.

Duas semanas depois, ele foi batizado na casa do seu pai. Inclusive, essa mesma casa foi restaurada em 1995 e transformada em um museu e um importante centro de convenções internacional.

A infância de Alois foi tranquila, com 5 irmãos. Em 1874, Alois, até então um menino, foi morar em Aschaffenburg com seu tio e concluiu o ensino médio lá.

Na escola, ele já se destacava quando o assunto era ciência! Em sua avaliação final (1883) veio o registro: “Este candidato demonstrou conhecimento excepcional em ciências naturais, assunto pelo qual mostrou particular preferência durante seus anos de estudo”.

Assim que terminou o ensino médio, um baque: sua mãe faleceu.

Era uma espécie de tradição em sua família se interessar em ajudar outros seres humanos (muitos escolhiam ser professores ou padres), então, após a morte da sua mãe, Alois decidiu se dedicar à medicina. O menino viu a oportunidade de mesclar seus dois principais interesses: ciências naturais e pessoas.

Alois decidiu se mudar para Berlim e fazer a faculdade lá. Ele fez o curso na Universidade Real de Friedrich Wilhelm, em 1883, e no segundo ano de faculdade, Alois foi morar em Würzburg, que era mais perto de sua casa.

Em 1886, Alois resolveu fazer um curso mais avançado na Universidade de Tübingen, e em 1888 ele entrou para o Conselho de Medicina de Würzburg. Nesse mesmo ano, introduziu o uso do microscópio na psiquiatria, pois ele queria investigar a influência biológica nas doenças mentais.

Em 1901, uma paciente diferente chegou no hospital, que mexeu com a cabeça do jovem médico.

A paciente Auguste Deter tinha 51 anos e chegou ao hospital acompanhada do marido, que trazia consigo várias queixas.

Segundo o marido, o humor de Auguste estava oscilando entre a melancolia e o contentamento. Ela não lembrava do próprio nome e esquecia o ano em que nasceu. Ao mesmo tempo, lembrava-se que tinha uma filha que morava ali perto e que tinha se casado em Berlim. Não lembrava-se do nome do seu marido, nem do hospital, e nem sabia há quanto tempo estava ali.

Alois, nessa época, era o responsável pelo Hospital Psiquiátrico Frankfurt. Quem atendeu o caso de Auguste foi o seu assistente, o médico Nitsch, que sem compreender o que a paciente tinha, recorreu a Alois.