Diagnosticado nos EUA o 1º caso AIDS

5 Junho 1981

O boletim do Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos relatava os primeiros casos de aids, doença que ainda era misteriosa e sem nome. Desde então, a enfermidade já deixou mais de 34 milhões de mortos, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Junho 1981 Os primeiros casos de AIDS descritos nos EUA (antes da descoberta da causa da doença)

O artigo, publicado em 5 de junho de 1981 no Boletim de Mortalidade do CDC e depois veiculado em diversos meios de comunicação, descreve o caso de cinco jovens homossexuais da Califórnia, todos internados com pneumonia do tipo Pneumocystis carinii (PCP). Dois deles já haviam morrido quando o relatório foi divulgado.

Todos eles, homens entre 29 e 36 anos, eram saudáveis antes de serem acometidos pela doença. Muito rara, a PCP geralmente atinge pacientes com o sistema imunológico comprometido, o que começou a chamar a atenção dos médicos.

Com o passar do tempo, novos casos foram registados, não somente de PCP, mas também de um tipo raro de câncer, o sarcoma de Kaposi, também em jovens gays. Na ocasião, foi criada uma força-tarefa para combater as infecções oportunistas.

James Curran, que estava no comando da equipe, disse que muitos especialistas acreditavam que a epidemia havia sido causada por um novo vírus, “mas muitos outros não e eles estavam convencidos de que era uma sobrecarga do sistema imunológico”. Muitas das pessoas afetadas pela síndrome tinham um estilo de vida boêmio e considerado pouco saudável.

“No começo, não achávamos que o sangue fosse um fator, mas depois apareceram os primeiros casos de pessoas com hemofilia que não eram homossexuais e de usuários de drogas injetáveis”, lembrou.

Hoje, o diagnóstico da aids não representa mais uma sentença de morte, por conta dos tratamentos atuais. Segundo a OMS, em 2014, 1,2 milhão de pessoas morreram em decorrência da aids em todo o mundo.