“O Vermelho e o Negro“ – Stendhal

11 Março 1830

Stendhal tinha 47 anos quando escreveu “O Vermelho e o Negro”. Este romance histórico-psicológico foi publicado em 1830. Hoje em dia, seria descrito como uma história de amor “baseado em factos verídicos”, uma vez que Stendhal ter-se-á inspirado no caso de Antoine Berthet. Tal como Julien, Berthet era um jovem que ingressou num seminário e, depois, foi perceptor e amante de madame Michoud. Mais tarde vinga-se nesta e atira durante a missa. O seu julgamento ocorreu em Dezembro de 1827  e em 1828 foi executado com vinte cinco anos de idade.

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No que diz respeito ao romance “O Vermelho e o Negro”, tudo gira em torno de Julien Sorel. Trata-se de uma personagem egocêntrica que odeia o pai e não se dá com a família. A sua ambição leva-o a querer estar longe do pai e dos irmãos e afirmar o seu valor. Assim, com 18 anos, ele aspira ir para o seminário se bem que idolatra não Deus mas Napoleão. Aliás, apesar de saber a bíblia de cor, Julien não demonstra interesse nenhum na bíblia ou nos seus ensinamentos.

Julien é protegido do cura Chélan e é convidado pelo senhor Rênal para perceptor dos seus filhos. Julien aceita essa oportunidade como forma de ascender socialmente e de ganhar dinheiro, porém, não corre tudo de acordo com os seus desejos. É caso para dizer que “nem tudo o que luz é ouro” e Julien facilmente se aborrece das pessoas e da sua amante, a madame Rênal.

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O romance é composto por duas partes: a primeira decorre na província como perceptor dos filhos dos Rênal e depois no seminário em Besançon, a segunda em Paris como secretário do Marquês de La Mole.