“O Velho e o Mar“ – Ernest Hemingway

4 Março 1952

Ernest Hemingway escreveu O Velho e o Mar em 1951. Na época em que produzia a obra, estava em Cuba, país com quem tinha muita afinidade com pescadores e políticos. O romance, porém, foi publicado em 1952.

O Velho e o Mar é considerado o último grande livro de Hemingway que teve a sua publicação durante a vida do autor. Além disso, é uma das suas obras mais populares e conhecidas. A história passa se em torno de um velho pescador, que é o protagonista. Numa das suas pescarias em alto mar, próximo à região da Corrente do Golfo, ele luta para trazer um espadarte gigante ao barco.

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Uma das características mais exaltadas no livro é a sua simplicidade, precisão narrativa e descritiva, além da criação de dois personagens que parecem se completar. O velho, chamado Santiago, que se sente numa maré de azar, e um jovem chamado Manolín, que o incentiva a continuar tentando. Após mais de 80 dias tentando pegar o espadarte gigante, o velho consegue fisgá-lo, mas o peixe oferece uma resistência brutal.

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O espadarte resiste e vai levando a canoa do velho para o alto-mar. Santiago sofre com a força do sol, que quase o cega, e com as feridas abertas nas suas mãos ao lutar com o peixe. Dias depois, ele consegue matá-lo e amarra o na sua canoa. Porém, quando achava que tinha vencido a batalha, começa a ser atacado por um grupo de tubarões que, aos poucos, vão destruindo a carne do espadarte. Santiago chega à praia após muito esforço, mas, do peixe-gigante, só restava a espinha sem carne.

De acordo com alguns críticos literários, a essência de O Velho e o Mar é a constante luta entre a natureza e o homem, a luta pela sobrevivência exemplificada na batalha de um personagem cativante e solitário contra um peixe arisco em alto mar.

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