Nascia Albert Hofman , O “Pai do LSD”

11 Janeiro 1906

Hofmann entrou para a História por ser considerado por muitos como sendo o “pai” do LSD, a droga  que fez muito sucesso entre os jovens durante as décadas de 1960 e 1970. Vamos conhecer um pouco mais de sua trajectória.

Albert Hofmann nasceu na cidade de Baden, na Suíça, em 11 de Janeiro de 1906, tendo estudado Química na renomada Universidade de Zurique, seguindo seus interesses por questões químicas, despertados desde a infância.

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No entanto, foi quando estudou e trabalhou no isolamento dos princípios activos que estão presentes no fungo , na procura por substâncias que ajudassem a impedir o sangramento excessivo após o parto.

No entanto, meio que sem querer, Hofmann acabou por descobrir os efeitos do LSD, quando por acidente, seu braço entrou em contacto com a substância, o que o obrigou a parar tudo que fazia, já que ele se viu tomado por sintomas alucinatórios.

Depois de se recuperar do ocorrido, Hofmann acabou por abandonar o LSD para prosseguir com sua pesquisa original.

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Mas alguns anos depois do evento, ele percebeu que a substância talvez tivesse efeitos fortes demais para ser completamente abandonada, e foi então que ele retomou as pesquisas com o LSD.

Desta vez, Hofmann decidiu fazer uso consciente do LSD para pesquisar seus efeitos de modo mais profundo, e percebeu que de fato se tratava de algo realmente importante e capaz de apresentar potências interessantes para diversos tratamentos.

Com base nisto, ficou entendido que o LSD poderia ser usado em tratamentos de alcoolismo e de disfunções sexuais, especialmente por seus efeitos psicoterapêuticos fortíssimos.

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No entanto, a substância acabou sendo descoberta pela juventude, que acabou popularizando o seu uso não medicinal, especialmente por conta dos efeitos alucinatórios proporcionados por ela.

Por isto, e por conta dos relatos das chamadas “bad trips” (más viagens) que muitos tiveram, o LSD acabou sendo estigmatizado como sendo uma droga psicodélica.

Com isto, Hofmann teve que escrever um livro sobre o assunto, com o título sugestivo de “Meu Filho Problemático”, onde ele disse, entre outras coisas, que tinha descoberto a substância pensando em ajudar pessoas, e que não tinha culpa pelo que chamou de mau uso.