Morte de Inês de Castro

7 Janeiro 1355

A 7 de Janeiro, assinala-se a morte de Inês de Castro, executada por ordem do rei D. Afonso IV, em 1355, em resultado do romance com o infante Pedro I. As lutas de sucessão e o escândalo de um romance proibido precipitaram a morte de Inês de Castro.

Era filha de D. Pedro Fernandes de Castro, um dos fidalgos mais poderosos do reino de Castela.

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Apaixonou-se pelo infante Pedro I, herdeiro do trono português, que casara com D. Constança Manuel.

Essa paixão foi correspondida pelo infante, o que deu origem a um romance histórico, mal visto no seu tempo, quer pela corte, como pelo povo.

O rei D. Afonso IV não aprovava esta relação, que considerava imoral e que punha em causa as relações diplomáticas com D. João Manuel de Castela.

E por isso ordenou, em 1344 que D. Inês fosse exilada no castelo de Albuquerque, na fronteira de Castela.

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No entanto, em Outubro de 1345, D. Constança morreu ao dar à luz D. Fernando I, futuro rei de Portugal. D. Pedro fica viúvo e ordenou que D. Inês regressasse do exílio, o que contrariava a vontade do pai.

Pedro e Inês passaram a viver juntos, o que gerou uma profunda desavença entre o infante e o pai, além de um escândalo na corte.

  1. Afonso IV tentou casar o filho com uma dama de sangue real, mas D. Pedro rejeitou, alegando que sentia a perda da ex-mulher, D. Constança.

Nos anos seguintes, no entanto, D. Inês e D. Pedro foram gerando descendência: quatro filhos, sendo que um deles morreu pouco depois da nascença.

Estes nascimentos de João, Dinis e Beatriz agravaram o problema, porque D. Fernando I temeu ser preterido na sucessão ao trono por um dos filhos bastardos do pai.

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Por outro lado, circulavam boatos de que os filhos de Inês de Castro e D. Pedro conspiravam para assassinar o infante D. Fernando, herdeiro de D. Pedro, para o trono português passar para o filho mais velho de Inês de Castro.

Até que no dia 7 de Janeiro de 1355, o rei cede às pressões dos conselheiros e decide executar D. Inês de Castro, aproveitando a ausência de D. Pedro numa excursão de caça. E é esse facto histórico que hoje se recorda.