César Borgia convida os seus inimigos para o seu Palácio e assassina-os

31 Dezembro 1502

César Bórgia (Setembro de 1475 – 12 de Março de 1507), Duque de Valentino, foi um príncipe italiano da Renascença europeia.

O seu pai teve preconceitos contra a sua opção sexual, mas previa uma carreira dentro da Igreja para o filho, e, de fato, César tornou-se bispo, arcebispo, aos dezoito, cardeal. Abandona a carreira eclesiástica (para a qual tinha pouco gosto), utilizando como justificativa o assassinato do irmão João, o qual deveria substituir nos assuntos temporais (João era capitão das forças militares do papado).

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Feito Duque Valentino em 1498 pelo rei Luís XII da França, que queria um papa aliado, César Bórgia tornou-se modelo para o livro “O Príncipe”, de Maquiavel. Calculista e violento tentou com o apoio do pai constituir um principado na Romania, uma região histórica da Itália setentrional .
No dia 31 de Dezembro de 1502, para se livrar dos seus inimigos (entre eles, Oliverotto de Fermo), convidou-os para seu palácio de Senigallia, depois os aprisionou e assassinou-os. Após a morte de seu pai, foi encarcerado sucessivamente pelo Papa Júlio II e pelo rei de Castela. Escapando daquele reino, serviu como soldado no exército de Navarra (que tinha por rei o cunhado de César), e morreu aos trinta e um anos, no ano de 1507, em Viana na Espanha.

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Ao que consta, César Bórgia foi contemporâneo do escritor Nicolau Maquiavel, tendo servido de modelo para o autor em sua obra O Príncipe.
Só por curiosidade histórica, a Faccina de Sinigaglia, como ficou conhecido tal evento, no qual foram mortos também os cardeais Orzinni e Viteloso Vittelli, além de Da Fermo, foi narrado pelo próprio Maquiavel, num documento que melhor se adaptaria a roteiro de filme de horror, denominado: Descrizzione dal modo tenutto, dal Ducca Valentino nello amazzare Viteloso Vitelli, Oliverotto da Fermo e lo cardenalli Orzinni.