O Rei Eduardo VIII abdica em favor do irmão, Jorge VI

11 Dezembro 1936

crise da abdicação, ocorrida em 1936, foi uma crise constitucional no Império Britânico provocada pela proposta do rei Eduardo VIII de se casar com  Wallis Simpson, uma americana divorciada do primeiro marido e em processo de divórcio do segundo.

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O casamento tinha a oposição dos governos do Reino Unido e dos territórios autónomos da Commonwealth . Objecções religiosas, jurídicas, políticas e morais foram levantadas. Como monarca, Eduardo era o chefe nominal da Igreja de Inglaterra, que não permitia que pessoas divorciadas se casassem novamente se seus ex-cônjuges ainda estivessem vivos; por isso, acreditava-se que Eduardo não poderia casar-se com Wallis Simpson e permanecer no trono.

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Simpson era considerada política e socialmente inadequada como consorte devido aos seus dois casamentos fracassados​​. O establishment entendia que ela era movida pelo amor ao dinheiro ou à posição e não por amor ao rei. Apesar da oposição, Eduardo declarou que amava Wallis e que pretendia casar-se com ela, com ou sem a aprovação governamental.

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A má vontade generalizada em aceitar Simpson como consorte do rei e a recusa deste em desistir da amante, levou à sua abdicação em Dezembro de 1936, sendo Eduardo VIII o único monarca britânico a ter renunciado voluntariamente ao trono desde o período anglo saxão. Sucedeu lhe o seu irmão Alberto, que tomou o título de Jorge VI. Após a abdicação, Eduardo recebeu o título de “Sua Alteza Real o Duque de Windsor e casou-se com Wallis no ano seguinte. Eles permaneceram casados ​​até a morte do duque, 35 anos depois.

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