Citroen Meahari

1 Dezembro 1968

Simplicidade e diversão são os princípios nos quais assentou a criação do Citroen Mehari. Nascido em 1968, o Mehari é o reflexo da liberdade, descontracção, contestação e do estilo de vida boémio da década de 60. Espelho do pensamento crítico e revolucionário desta época, o Citroen Mehari é um automóvel de difícil definição. Não é só um veículo comercial, não é só veículo utilitário. É o Mehari e rompeu os paradigmas da indústria automóvel da Europa dos anos 60.

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O sucesso do Citroen Mehari assentou na convergência do seu design, tecnologia e funcionalidade. A visão minimalista de Roland de la Poype resultou num pequeno jipe com capota de lona e carroçaria de plástico ABS (Acrilonitrila Butadieno Estireno) assente sobre um chassis tubular com cerca de 500kg. Este material leve, resistente e funcional conferiu ao veículo um carácter versátil e multifacetado.

A nível mecânico, as características do Mehari assemelhavam-se às do Citroën Dyane e do Citroën 2 CV. Os três modelos partilhavam o motor de dois cilindros de 602 cc, caixa de velocidades, freios, direcção e suspensão.

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Produzido entre 1968 e 1988, o Citroën Mehari teve duas séries especiais e uma versão 4×4. O Mehari Plage, lançado em Espanha, era caracterizado pelo amarelo presente em todas as componentes do automóvel. O Méhari Azur, lançado em França, Itália e Portugal, destacava-se pela carroçaria branca com apontamentos azuis nas portas, grelha, tejadilho, faróis e estofos.

A versão 4×4 foi, sem dúvida, a mais relevante. Denominado de Mehari à semelhança dos dromedários do Norte de África usados como meio de transporte, este todo o terreno era resistente e ágil, permitindo um bom desempenho em pisos extremamente inclinados. Daí ter sido utilizado como meio de transporte pelo exército francês e para assistência médica no Rali Paris-Dakar em 1980.

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