Jack o “Estripador” faz a sua 5ª vitima – Mary Jane Kelly

9 Novembro 1888

Mary Jane Kelly era uma irlandesa que se tinha mudado para Londres em 1884. Tinha um corpo robusto, 1,70 de altura, olhos azuis e um cabelo Cor de gengibre que se estendia até a cintura. Em 1888 ela tinha apenas 25 anos e ficaria conhecida por ser a 5ª vitima do mais terrível serial Killer do século XIX.

Uma mulher chamada Mary Ann Cox, vizinha de Mary Jane Kelly e também prostituta, alegou ter visto a mesma por volta das 23:45 na Rua Dorset ao lado de um homem, que aparentava ter 36 anos, corpulento e por volta de 1,65 de altura. O homem usava um longo sobretudo escuro e um chapéu-coco. Cox passou em frente aos dois e deu boa noite a Kelly que retribuiu.

 

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Logo em seguida entrou no quarto com o homem. Cox alegou ter escutado Mary Jane cantar uma musica irlandesa chamada “A Violet from Mother’s Grave” até por volta da 01:00 da manhã. Naquela hora Mary Ann Cox, que havia saído para o beco Miller meia hora antes, retornou para casa pois havia começado a chover. Ela alegou ter visto uma luz acesa no quarto de Kelly. As 02:00 da manhã um homem chamado George Hutchinson alegou ter visto Mary Jane Kelly na Rua Commercial. Segundo Hutchinson a mulher teria lhe pedido dinheiro emprestado.

Ela seguiu na direcção da Rua Thrawl quando foi abordado por um homem, que segurava um pacote de cerca de 20 centímetros na mão direita, usava luvas marrons e um chapéu escuro. Só havia um lampião na rua e Hutchinson não conseguiu ver o rosto do homem, que baixou a cabeça quando ambos passaram na sua frente. Os dois seguiram até o beco Miller onde ficaram a conversar por cerca de três minutos. Hutchinson seguiu o casal .Logo em seguida eles entraram no quarto numero 13. Hutchinson esperou por cerca de 45 minutos na entrada do beco Miller, como Mary Jane não retornou e não havia luz na janela do quarto ele retirou se as 03:00 da manhã, no exacto momento em que as badaladas do relógio local anunciavam a hora; ele seria a última pessoa a ver Mary Jane com vida.

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Na madrugada de Sexta-Feira por volta das 03:45, as vizinhas ouviram um grito, “Oh, Assassino!”, essas foram as suas últimas palavras. Mary Kelly estava grávida na ocasião de seu assassinato.

As 10:45 da manhã de sexta-feira, 9 de Novembro, o dono do beco Miller, chamado John Carthy, mandou um empregado cobrar os dois meses de aluguer atrasado de Mary Jane. O empregado chamado Thomas Bowyer, militar reformado do exército da índia, conhecido como Indian Harry foi mandado pelo seu patrão, Era praticamente ao lado do mercado de Spitalfieldas e a poucos passos da rua Goulston, para o sul, e para o nordeste da rua Hanbury, Bowyer bateu na porta de Mary Jane, mas também não obteve resposta, ele começou a suspeitar que ela não tivesse dinheiro e pensou em forçar a porta, mas percebeu que em uma janela com um vidro quebrado havia um casaco e um cobertor que serviam como cortina. ele decidiu afastar o cobertor e espiar pela janela Thomas ficou paralisado com a terrível visão que teve. Na cama havia um cadáver brutalmente mutilado, tão rasgado que suas vísceras foram espalhadas que perdera seu contorno e suas características humanas.

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A cama e todo quarto estavam sujos de sangue. Segundo o Dr George Bagter Phillips aquilo seria o máximo do delírio do assassino. O rosto estava severamente retalhado e a cabeça quase separada do corpo. Os seios haviam sido cortados fora, o abdômem aberto e os órgãos internos espalhados pelo quarto. Em muitas partes do resto do corpo incluindo a zono púbica, a coxa e o glúteo, a carne foi retirada do osso. O coração fora levado da cena. O criminoso não tentou somente desfeiar a vítima, mas sim desumaniza-la. A causa da morte foi a secção da carótida, mas todas as mutilações demoraram no mínimo duas horas para serem completas. Desta vez, o assassino tinha mais privacidade para por em pratica as suas fantasias.