Libertação de 85 passageiros de um voo da Lufthansa

18 Outubro 1977

O voo LH 181, entre Palma de Maiorca, na Espanha, e Frankfurt, no país germânico, deveria durar apenas duas horas, mas teve o curso mudado quando passava pelo espaço aéreo francês, momento em que o sequestro foi anunciado. Os quatro criminosos eram integrantes da Frente Popular pela Libertação da Palestina e exigiam a liberdade de 11 membros da Fracção do Exército Vermelho (RAF) presos numa cadeia de segurança máxima na Alemanha. Pelo resgate, também foi ordenado o pagamento de US$ 15 milhões. Os sequestradores ameaçavam explodir a aeronave caso não fossem atendidos.

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Os 86 passageiros e cinco tripulantes foram feitos reféns no dia 13 de Outubro. Até que as negociações acontecessem, o avião pousou em cidades de seis países para ser abastecido, começando por Roma. Vários aeroportos recusaram-se a recebê-lo, o que aumentou a tensão a bordo e, por vezes, levou o piloto Jürgen Schumann a chegar ao limite do que o combustível permitia antes de descer, enfrentando barreiras feitas nas pistas por policiais e militares.

Conforme relatos de sobreviventes à imprensa alemã, no terceiro dia, a higiene não existia, faltava comida e as incertezas só aumentavam.
Depois de passar por Lárnaca (Chipre), pelo Bahrein e por Dubai (Emirados Árabes), o voo LH 181 chegou a um ponto decisivo em Áden, no Iémen. Devido a uma aterragem forçada sobre uma pista de terra, o piloto foi autorizado a desembarcar para analisar as avarias, mas teria entrado em contacto com autoridades locais. Por ter demorado a voltar para o avião, foi morto com um tiro pelo líder dos sequestradores, o palestino Zohair Youssif Akache, auto intitulado capitão Mahmud. O corpo foi levado a bordo, “cheirando a sangue e morte“, como contou a comissária Gabriele Dillmann, sobrevivente da acção terrorista, a uma publicação sobre o caso.

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O co piloto Jürgen Vietor teve que assumir o comando do Boeing até Mogadíscio, na Somália.
Lá, o grupo criminoso fez a aeronave permanecer em solo por várias horas e concedeu prazos para que as exigências fossem cumpridas, acreditando que os seus companheiros tinham sido libertados da prisão, como lhes havia sido dito durante as negociações. Foi o tempo necessário para que, em 18 de Outubro, por meio da Operação Fogo Mágico, esquadrões alemães aproveitassem a distracção e o cansaço dos sequestradores para entrar no Landshut.

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Três dos quatro terroristas morreram no confronto. Alguns passageiros e uma tripulante tiveram ferimentos. Todos seguiram em outro avião para Frankfurt. Os membros da RAF pela libertação dos quais foi motivado o sequestro suicidaram se na cadeia após saberem do fracasso do sequestro.