Nascia a Rainha Fabiola da Bélgica

11 Junho 1928

Nascida numa família nobre espanhola, Fabíola foi a terceira filha de Dom Gonzalo de Mora y Fernández, Marquês da Casa Riera e 2.°Conde de Mora, e de sua esposa, dona Blanca de Aragón y Carrillo de Albornoz. O seu nome completo era “Doña Fabiola, Fernanda, Maria de las Victorias, Antonia, Adelaida de Mora y Aragón. Entre seus irmãos está o  actor Jaime de Mora  y Aragon . A sua madrinha foi  Vitória Eugénia de Battenberg , rainha consorte da Espanha.

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Antes do seu casamento, Fabíola publicou doze contos de fadas, Los doce Cuentos maravillosos, dos quais um, Los nenúfares indios, conseguiria o seu próprio pavilhão no parque temático de Efteling, nos Paises Baixos, em 1966.

A 15 de Dezembro de 1960, dona Fabíola casou-se com Balduíno I, que vinha sendo o rei dos Belgas desde a abdicação do seu pai em 1951. Na cerimónia do casamento na Catedral de São Miguel e Santa Gadula de Bruxelas , ela usou uma tiara das províncias que foi um presente do Estado belga para a mãe do noivo, a princesa Astrid da Suécia. O seu vestido de cetim e martas foi criado pelo estilista Cristobal Balenciaga.

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A revista Time, na sua edição de 26 de Setembro de 1960, chamou dona Fabíola, que trabalhava como enfermeira de hospital ao casar-se, de “Garota Cinderela” e a descreveu como “uma mulher jovem e atractiva, ainda que sem beleza” e “do tipo de garota que não seguraria um homem”. Na ocasião do casamento, os padeiros espanhóis enviaram honras à nova rainha e criaram um pão em sua homenagem, “o fabíola”, consumido até hoje em algumas cidades espanholas.

O casal real não teve filhos, já que as cinco gravidezes da rainha terminaram se em abortos espontâneos. Há rumores, entretanto, de que ela tenha dado à luz uma criança natimorta nos anos 60. Em 2008, ela falou abertamente sobre tais abortos. A 24 de Agosto de 1982 recebeu a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo.

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Balduíno I morreu em 1993 e foi sucedido pelo seu irmão mais novo, o Príncipe de Liège, que se tornou Alberto II. A Rainha Fabíola mudou-se do Castelo Real para o mais modesto Castelo de Stuyvenbergh em 1998, reduzindo o número de suas aparições públicas para não ofuscar sua cunhada, a rainha Paola.

Nos seus últimos anos Fabíola enfrentou dificuldades de locomoção devido a uma artrose, que a obrigou a andar apoiada numa bengala e posteriormente a uma cadeira de rodas. Morreu em 5 de Dezembro de 2014 em Bruxelas.