Ferrari 275 GTS

12  Maio 1964

Em Outubro de 1964, no Salão de Paris, a Ferrari apresentou a sua nova Berlinetta designada 275 GTS. Como nos modelos anteriores, a sua designação “275” reflectia a capacidade unitária de cada um dos seus doze cilindros, dispostos em V a 60 graus. Era um acréscimo de cerca de 300 cc em relação ao seu antecessor, o elegante 250 GT “Lusso”. Já o 275 GTS exibia formas musculadas e agressivas.

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Com capot longo e habitáculo recuado, a primazia dada ao motor e à potência eram bem claras. Neste ponto, mais do que herdeiro do 250 GTL, o 275 GTS declarava a filiação do 250 GT de chassis longo, mais conhecido por Tour de France (ou TDF), pelas vitórias alcançadas naquela mítica prova. Era um Ferrari clássico, sem quebra com o passado, o que parece adequado, tendo em conta que foi o último modelo da marca antes do seu controlo passar para a Fiat.

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O motor era derivado do conceito inicial de Gioacchino Colombo, cuja origem remonta a 1946, antes mesmo de Enzo Ferrari poder usar o seu nome num automóvel. O curso de 58,8 mm ficou estabelecido em 1948 e, desde esse momento até à apresentação do 275 GTS, só as alterações no diâmetro dos cilindros (de 60 mm no 166 Sport, até aos 77 mm do GTB) foram responsáveis pelo aumento de cilindrada.

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O bloco em liga leve (Siluminum), a cambota de sete apoios, os dois blocos de cilindros – cada um com a sua árvore de cames – dispostos em V a 60 graus, são características comuns a esta família de motores. No 275 GTS, o motor debitava 280 CV às 7.600 rpm, mas podia chegar aos 300, com a opção de seis carburadores.

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