Em 1964 o Teatro D. Maria II é destruído por um incendio

2 de Dezembro 1964

O arquitecto italiano Fortunato Lodi projectou o edifício sobre as ruínas do antigo Paço dos Inquisidores, o Palácio dos Estáus, que servira de sede à Inquisição e que em 1836 tinha sido destruído por um incêndio.

Situado no topo norte da Praça do Rossio, foi construído por Fortunato Lodí.

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O novo teatro representava também uma apropriação burguesa da prestigiada praça. A linguagem arquitectónica tem algumas bases neoclássicas (estrutura de templo romano, divisão tripartida do edifício, uso de silharia de junta fendida), embora tenha uma grande liberdade criadora, orientada por um certo gosto de opulência.

Nele colaboraram também os artistas Assis Rodrigues e António Manuel da Fonseca e alguns dos seus discípulos, autores da estátua de Gil Vicente, que remata o frontão da fachada virada para o Rossio. Pedra liós e mármore branco e rosa, constituem o edifício numa linguagem sob o signo do neoclassicismo.

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A inauguração ocorreu no dia 13 de Abril de 1846, data do aniversário da Rainha D. Maria II.

A peça que por esta ocasião subiu à cena foi o drama histórico em cinco actos O Magriço e os Doze de Inglaterra, original de Jacinto Aguiar de Loureiro. A partir de então, o Teatro Nacional adoptou também a designação de “D. Maria II”.

Na noite de 1 de Dezembro de 1964 um violento incêndio destruiu-o quase completamente, poupando apenas as paredes exteriores.

A tarefa de reconstrução demorou 14 anos, reabrindo, finalmente, as portas ao público na noite de 11 de Maio de 1978.

É esta espécie de maldição que se tem abatido sobre as salas de teatro em Portugal e que já levou a muitos incêndios.

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