Em 1928 nascia José Maria Pedroto, treinador de Futebol

21 de Outubro 1928

Nascido a 21 de Outubro de 1928 em Almacave (Lamego), vai morar para o Porto aos sete anos, levado pelo pai, militar e colocado num quartel na Invicta. É aí que começa a dar os primeiros pontapés na bola, a tentar imitar o seu ídolo de então, um fabuloso jogador do FC Porto chamado Pinga.

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Depois, aos dez anos, muda-se para Pedras Rubras, onde funda o FC Pedras Rubras e se multiplica nas funções de presidente e capitão da equipa. Aos 18 entra nos juniores do Leixões, como médio.

O seu talento é visível com um toque na bola, mas Pedroto gosta de dar mais, muito mais. Tanto assim é que, certa vez, frente ao Académico do Porto, pede a bola ao seu guarda-redes e vai por ali fora a driblar toda a gente até chegar à linha da outra baliza. Aí, marca de calcanhar, depois de puxar os calções para cima e de se pentear. É levado em ombros pelos colegas, mas o seu treinador (Armando Martins) dá-lhe uma descompostura tão grande sobre o futebol colectivo, e não individual, que Pedroto nunca mais repete a cena.

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O serviço militar em Tavira obriga-o a continuar a carreira no Algarve. Escolhe o Lusitano de Vila Real de Santo António e dá nas vistas com golo ao Sporting, que Azevedo, o inimitável guarda-redes leonino, sempre considera um dos melhores da carreira. Na época seguinte, o Lusitano desce de divisão e Pedroto, já sem serviço militar por cumprir e sem ordenado, assina pelo Belenenses, onde chega à selecção nacional. Segue-se o FC Porto. Nas Antas prolonga a carreira até aos 31 anos, com um total de 35 golos em 178 jogos, o último dos quais a 29 de Maio de 1960, no Barreiro (0-2 com CUF).

Arrisca então a carreira de treinador, de sucesso mais assinalável ainda. Para a história, os tais dois campeonatos pelo Porto (acaba em 1978 com uma seca de 19 anos) e as nove finais da Taça de Portugal (recorde), com mais derrotas (5) que vitórias (4), por Vitória de Setúbal, Boavista e Porto. Só mais um dado estatístico: Pedroto é o único tricampeão da Taça. Ora veja lá este extraordinário trajecto: Boavista-75 (Benfica, 2-1), Boavista-76 (V. Guimarães, 2-1) e Porto-77 (Braga, 1-0). É de mestre. É Pedroto.

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