1981 – Anwar Sadat é assassinado

6 de Outubro 1981

Enquanto assistia a um desfile militar pelo aniversário da Guerra do Yom Kipur, o presidente egípcio Anwar el-Sadat é assassinado por extremistas islâmicos em 6 de outubro de 1981. O líder pagou o preço por acenar a favor da concretização da paz com Israel. Durante os dias que se seguiram ao seu assassinato, o povo egípcio acreditou que os conflitos bélicos no Oriente Médio voltariam a ocorrer. Todavia, Hosni Moubarak, que sucederia Sadat, perseguiu a mesma via pacífica.

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Os extremistas, liderados por Khaled el Islambouli, tenente do exército egípcio com ligações com o grupo terrorista Takfir Wal-Hajira, pararam diante do palanque governamental e abriram fogo contra a pequena multidão de altos funcionários do governo egípcio. Sadat, que foi alvejado quarto vezes, morreu duas horas depois. Dez outras pessoas também morreram no atentado.

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A despeito do relevante papel desempenhado por Sadat na conquista da independência do país e de sua democratização, as controversas negociações de paz com Israel em 1977-78, que renderam a ele e ao israelita  Menachem Begin o Prémio Nobel da Paz, fizeram com que o presidente se tornasse um alvo de extremistas na região. Sadat também irritou muita gente ao permitir que o debilitado Xá do Irão  Rehza Pahlevi morresse no Egipto antes de responder pelos crimes cometidos no país.

The assassination of Anwar Sadat, 1981 2

O líder líbio Muammar Qadaffi, que patrocinou a acção no Egito, já havia arquitectado antes um fracassado atentado contra Sadat em 1980. Apesar das ameaças evidentes contra a sua vida, Sadat não quis se afastar dos olhos da população, acreditando que era importante para o bem-estar do povo que ele fosse constantemente visto e estivesse disponível para se reunir com os mais diferentes agrupamentos.

O vice-presidente Hosni Mubarak estava sentado perto de Sadat mas conseguiu sobreviver ao ataque. Assumindo o poder com a morte de Sadat, Mubarak prendeu centenas de pessoas suspeitas de terem participado da conspiração.
Vinte e cinco pessoas foram submetidas a julgamento. Muitos dos acusados não se mostraram arrependidos e manifestaram orgulho ao admitirem seu envolvimento. Islambouli e mais quarto foram executados, enquanto outros 17 foram sentenciados a penas de prisão.

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