Em 1933 nascia o politico moçambicano, Samora Machel

29 de Setembro 1933

Samora Machel é filho de um agricultor, Mandande Moisés Machel, da aldeia de Madragoa (actualmente Chilembene), entrou na escola primária com nove anos, frequentando uma escola da Igreja Católica. Quando terminou a escola primária, com cerca de 18 anos quis continuar a estudar, mas os padres só lhe permitiam estudar teologia e Samora decidiu ir tentar a vida em Lourenço Marques, onde começou a trabalhar no principal hospital daquela cidade e, em 1952 começou o curso de enfermagem.

PRESIDENT SAMORA MACHEL OF MOZAMBIQUE VISITS BRITAIN - 1983
Em 1956, foi colocado como enfermeiro na ilha da Inhaca, em frente da cidade de Maputo, onde casou com Sorita Tchaicomo, de quem teve quatro filhos, Joscelina, Edelson, Olívia e Ntewane. Os espirito nacionalista sempre esteve presente na forma de estar de Samora Machel, tendo por essa via mantido contacto com  Eduardo Mondlane de visita a Moçambique, em 1961, que nessa altura trabalhava no Departamento de Curadoria da ONU.
Em 1963 tomou a decisão de abandonar o país, em 1963 juntou se à FRELIMO, na Tanzânia. Para lá chegar, teve a sorte de, no Botswana, encontrar Joe Slovo (que, mais tarde, foi presidente do Partido Comunista Sul-Africano) com um grupo de membros do ANC sul-africano, que ofereceu “boleia a Samora num avião que tinham fretado.
O jovem enfermeiro Samora Machel foi integrado num grupo de recrutas para receber treino militar na Argélia. No seu regresso à Tanzania, ele tornou-se imediatamente num comandante.

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Em 3 de Fevereiro de 1969, Eduardo Mondlane, então presidente da FRELIMO, foi assassinado com uma encomenda-bomba. Uria Simango, o vice-presidente, assumiu a presidência, mas em Maio de 1970  Simango foi expulso do movimento e Samora Machel foi eleito Presidente da FRELIMO, com Marcelino como Vice-Presidente.
Nos anos seguintes, até 1974, Samora conseguiu organizar a guerrilha de forma, não só a neutralizar a ofensiva militar portuguesa, comandada pelo General Kaúlza de Arriaga, mas também organizar as Zonas Libertadas, que abrangiam cerca de 30% do território. Para além disso, Samora dirigiu uma ofensiva diplomática, em que granjeou apoios, não só dos tradicionais aliados socialistas, mas inclusivamente do Papa, que era um tradicional aliado de Portugal.

A seguir ao golpe-de-estado militar de 25 de Abril de 1974, em Portugal (a “Revolução dos Cravos”), Samora Machel participou a  7 de Setembro de 1974, na assinatura dos Acordos de Lusaka entre o governo português e a  FRELIMO, o que permitiu que independência teria lugar a 25 de Junho de 1975.
Durante uma sessão do Comité Central, realizada na praia do Tofo (Inhambane) e dirigida por Samora, foi aprovada a Constituição da República Popular de Moçambique e decidido que Samora Machel seria o Presidente da República.
No plano interno, Samora anunciou a nacionalização da saúde, educação e justiça; passado um ano com o apoio dos países socialistas, desenvolveu e aplicou as bases de uma ideologia comunista.

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Em 19 de Outubro de 1986, quando se encontrava de regresso duma reunião internacional em Lusaka, o Tupolev 134 em que seguia, junto de muitos dos seus colaboradores, despenhou se em Mbuzini, nos montes Libombos, em território sul-africano, mas perto da fronteira com Moçambique. O acidente foi atribuído a erros do piloto russo, mas ficou provado que este tinha seguido um radio-farol, cuja origem não foi determinada; isto levou a especulação sobre a possível cumplicidade do governo sul-africano, mas nunca se conseguiu provar.

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