Fundação do Movimento Politico Português , MRPP

18 de Setembro 1970

Foi fundado no rescaldo das eleições de 1969 numa casa na estrada do Poço do Chão, em Benfica, que era do irmão de Fernando Rosas.

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“Estava um belo dia”, recorda este. Os fundadores chamaram-lhe Movimento Reorganizativo do Proletariado Português (MRPP). Além de Rosas: Arnaldo Matos (recém-licenciado em Direito, líder estudantil como o primeiro), João Machado (operário dos TLP) e outro operário da Siderurgia Nacional de que a história retém apenas o apelido, Vidaul.
A nova organização, clandestina, distingue-se rapidamente pela radicalidade política das suas propostas, acções de rua e ataques ao “social-fascista” PCP, que a acusa de estar ao serviço da CIA. O assassinato pela PIDE, em 1972, do estudante de Económicas Ribeiro Santos, cujo enterro mobilizou milhares de pessoas, cobre-a de uma aura antifascista e anticolonial que lhe atrai a simpatia sobretudo de jovens.

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Vê o 25 de Abril de 1974 como um golpe “conduzido pela oficialagem do exército colonial-fascista” em relação ao qual não poderiam, “nem o povo em geral, nem a classe operária em particular, alimentar (…) qualquer espécie de ilusão”. Alguns militantes permanecem meses na clandestinidade. O movimento torna-se se no enfant terrible do MFA. É seu o slogan: “Nem mais um soldado para as colónias”. Apoia a facção moderada do MFA no 25 de Novembro e celebra a eleição de Ramalho Eanes em murais hoje históricos, em 1976, ano em que passou a partido (PCTP).

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Muitos ex-líderes e militantes assumiram posições de relevo no país, integrados noutros partidos (PS, PSD, BE) ou permanecendo independentes: Durão Barroso, Maria João Rodrigues, José Lamego, Ana Gomes, Vítor Ramalho, José Freire Antunes, Fernando Rosas, Diana Andringa, Maria José Morgado, Saldanha Sanches, o cartoonista António. Arnaldo Matos saiu em 1982. Dirige o PCTP/MRPP o advogado Garcia Pereira.

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