Morre num acidente o piloto de F1 , Ronnie Petterson

11 de Setembro 1978

O sueco Ronnie Peterson, cujo verdadeiro nome era Bengt Ronald Peterson, faleceu de embolia aos 34 anos, a 11 de setembro de 1978 em decorrência do grave acidente sofrido um dia antes, durante a largada do GP da Itália de Fórmula 1, em Monza.
De comportamento tímido fora das pistas, foi um dos pilotos mais combativos e talentosos de sua época, permanecendo na Fórmula 1 entre 1970 e 1978.

Formel 1, Grand Prix Deutschland 1970, Hockenheimring, 02.08.1970 Barbro Peterson Ronnie Peterson www.hoch-zwei.net , co

Antes, durante a sua infância e adolescência, Ronnie Peterson começou a se destacar no kart graças a um estilo de condução marcante, controlando o seu bólide de lado nas curvas. Participou dos campeonatos da Fórmula 3 e Fórmula 2 e ingressou na F1 em 1970 pela equipa March (modelo 701 equipado com motor Ford-Cosworth), mas não fez todas as provas da temporada.

O comandante da Lotus, Colin Chapman, que contava com o campeão Emerson Fittipaldi, contratou Ronnie Peterson para integrar a sua equipa para a temporada de 1973 ano em que venceu pela primeira vez na F1 (GP da França, em Paul Ricard) e em mais três outras provas: Áustria (em Osterreichring); Itália (Monza) e Estados Unidos Watkins Glen), fechando a temporada em terceiro lugar, com 52 pontos, a apenas três de Emerson Fittipaldi, o vice. O título ficou com o escocês Jackie Stewart.

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Permaneceu na Lotus até o começo da temporada de 1976, fazendo apenas a prova de abertura do campeonato, no Brasil, passando o restante do ano pela March.

Nesse período venceu mais quatro vezes, sendo três em 1974 (Mônaco, França, em Dijon e Itália, em Monza) e uma em 1976, novamente no circuito italiano de Monza, esta última com um March.

Guiou o revolucionário carro da Tyrrell em 1977, o modelo P34, de seis rodas, que lhe rendeu como melhor situação o terceiro lugar no GP da Bélgica, em Zolder.

Retornou à Lotus no ano seguinte, em 1978, formando dupla com o norte-americano Mario Andretti num dos melhores carros da F1 em todos os tempos, o Lotus-Ford 78 e depois o 79, dotados do eficiente sistema de efeito solo, que deu uma supremacia ao time de Colin Chapman, que arrebatou o título de construtores com 116 pontos contra 69 da Brabham-Alfa Romeo, vice, com 69.

Foram seis vitórias de Andretti e duas de Peterson (em Kyalami, na África do Sul e em Osterreichring, na Áustria).

Mas aquela temporada acabou de forma trágica para Peterson, após a largada no GP da Itália, em Monza.

A corrida marcou a estreia do sistema de semáforo para as largadas, antes iniciada com uma simples bandeirada. O sistema era diferente do utilizado hoje em dia, quando as luzes vermelhas são apagadas uma a uma.

Naquele dia, o director da prova, pouco familiarizado com o sistema, tinha apenas uma luz verde para iniciar a prova e não esperou para que o último carro parasse no grid após a volta de apresentação.

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Assim que a luz verde acendeu, os carros do meio do pelotão para trás estavam em movimento enquanto aqueles das primeiras filas estavam imóveis, provocando grande acidente no final da grande recta.

O italiano Riccardo Patrese (Arrows) fechou o inglês James Hunt (McLaren) que bateu no Lotus de Peterson, que acabou por se incendiar após bater frontalmente contra o guard-rail.

Peterson foi removido com vida (nas imagens do vídeo abaixo, é possível verificar que o sueco movimentava a mão e conversava com os médicos), mas sérias lesões nas pernas, que obrigaram a amputação do seu pé esquerdo, tão logo chegou ao hospital, removido por helicóptero.

Mesmo assim, o prognóstico era de que ele conseguiria sobreviver, mas detritos da sua medula óssea entraram na circulação sanguínea, provocando uma embolia que não conseguiu ser revertida, causando a sua morte.

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