Invenção da Aspirina

19 de Agosto 1897

A história da ASPIRINA (ASPIRIN em inglês) começou quando o francês Charles Gerhardt e o alemão Karl Kraut começaram a estudar melhor o princípio activo da planta Spiraea ulmaria. Mas foi em 1897 (apenas 35 anos depois do achado de Smith) que Felix Hoffman, um jovem farmacêutico da farmacêutica alemã Bayer que procurava uma forma de ajudar o pai a combater o mal-estar cronico provocado pelo reumatismo, com a ajuda do professor Heinrich Dreser, sintetizou o ácido acetilsalicílico, apresentando a fórmula de uma droga capaz de aliviar a dor sem muitos efeitos colaterais.

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O nome ASPIRIN vem dos compostos usados na fabricação do remédio: “A” de Acetil, “SPIR” da planta Spiraea ulmaria (de onde era retirada a Salicin) e “IN” um sufixo comum para medicamentos. Porém, uma lenda diz que o nome vem do Santo Aspirinus, que era o Bispo de Nápolis, e o padroeiro das dores de cabeça. O produto foi apresentado oficialmente pela indústria alemã Bayer em 1897. De lá para cá, o mundo viu duas mudanças de século e só aumentou a paixão pelo comprimidinho branco com a marca da indústria alemã em baixo relevo. A ASPIRINA foi o primeiro fármaco a ser sintetizado na história da farmácia e não recolhido na sua forma final da natureza. Foi a primeira criação da indústria farmacêutica.

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No ano seguinte a Bayer testa a nova droga com 50 pacientes, provando que a droga era extremamente eficaz. Também mandou o produto para testes médicos e os resultados foram impressionantes. Além disso, a empresa enviou um livreto de 200 páginas sobre a ASPIRINA para 30.000 médicos europeus, mostrando as vantagens da nova droga.

Era um poderoso remédio que tratava uma gama maior de outras condições – dor de cabeça, dor de dente, nevralgia, gripe, indisposição alcoólica, artrite, amigdalite e até febre e diabetes. Como não poderia deixar de ser, foi um enorme sucesso de vendas. Pela primeira vez na história, um medicamento conseguia domar a dor.

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Em 1952, o Livro Guinness dos Recordes apontava a ASPIRINA como o analgésico mais consumido do mundo. Na década de 60, a ASPIRINA foi ameaçada pelos medicamentos à base de acetaminofeno e suas vendas caíram seriamente. Mesmo assim, em 1969 as pílulas brancas chegavam à Lua, a bordo da nave Apollo 11, prontas para livrar os astronautas norte-americanos de eventuais dores de cabeça. Contudo a aspirina provou ser mais versátil do que se imaginava: em 1985, constatou-se que um comprimido por dia diminuía em 20% a probabilidade de um segundo ataque cardíaco. Estudos mais recentes sugerem sua eficácia na prevenção de várias formas de câncer. Nada mau para um comprimido que nasceu apenas com a missão de ajudar a combater as dores do reumatismo.

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