Em 1972 nascia o actor Ben Affleck

15 de Agosto 1972

Galã malandro mas cheio de charme, o californiano Ben Affleck mudou-se ainda criança com os seus pais para Massachusets. Filho de uma professora primária e de um conselheiro de reabilitações para drogados, aos oito anos de idade Affleck já actuava na série infantil educacional da rede PBS “Voyage of the Mimi”.

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Depois de algumas participações em filmes para a TV, teve o seu primeiro papel de destaque em ”Código de Honra “ , drama recheado de actores jovens que cresceram em Hollywood, como Brendan Fraser e Matt Damon, este último amigo de infância e com quem anos mais tarde iria escrever e interpretar ”Génio Indomável “ , produção pela qual ganharia o Óscar de argumentista  e se projetaria para o sucesso.

Em 1998, o ano em que subiu no palco da Academia para ganhar a sua estatueta, foi muito peculiar para o actor, que se envolveu em três projetos distintos. Participa do estranho e fraco terror “Fantasmas”; de um dos blockbusters do ano,”Armaggedon” ao lado do astro Bruce Willis; e faz um interessante papel coadjuvante em ”Shakespeare Apaixonado “ , filme que foi uma verdadeira surpresa, levando sete Óscares, entre eles o de melhor filme  e atriz, para Gwvneth Paltrow .

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Alternando participações em filmes menores (“ 200 cigarros “ e  “ O primeiro Milhão “) e papéis de protagonista ao lado de gente estabelecida na indústria (em ”Forças do destino “ ,com Sandra Bullock), Ben Affleck é o tipo de actor que pode desenvolver e muito o seu talento, tendo diversos altos e baixos. Mas ele sabe escolher os seus papéis. Em 2000, filmou, novamente com Gwyneth Paltrow , “ Mais que o acaso “ , romance melancólico pelo qual recebeu US$ 12 milhões de salário.

Se  “ Pearl Harbour “, romance que se passa durante o ataque japonês à base militar norte-americana, tivesse justificado os seus gastos estratosféricos e a sua postura megalomaníaca, tornando-se sucesso mundial, Affleck certamente teria dado o passo final para figurar entre os maiores dos jovens astros do cinema. Uma nova tentativa – e arriscada – foi feita com o esperado ”Demolidor “que igualmente decepcionou.

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A consagração, finalmente, veio com ”Argo “o seu trabalho mais maduro como cineasta. Baseado em factos reais, a trama relembra uma história ocorrida em 1979, quando a CIA, com a ajuda de Hollywood, inventou que uma equipa de filmagem procurava locações para um filme em Teerão, chamado Argo, e assim conseguir evacuar seis diplomatas dos EUA da capital do Irão, na chamada crise dos reféns de 1979. Foram ao todo sete indicações para o Óscar e três estatuetas: argumento adaptado, montagem e melhor filme do ano. A Academia hesitou em indicar Ben Affleck para o prémio de direcção, mas a imprensa estrangeira não teve dúvida: e o até então jovem galã, agora crescido, levou o Globo de Ouro como melhor director.

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