Em 1904 nascia a pintora Alice Rahon

8 de Junho 1904

Nascida Alice Marie Yvonne Philppot no oeste da França em 8 de Junho de 1904, foi uma das inúmeras artistas, que se iniciou no surrealismo mexicano após a exposição de Frida Kahlo em Paris em 1939 na galeria Renón et Colle. Antes da interferência da arte de Frida na sua vida já era uma poeta surrealista, depois desse acontecimento muda se para o México onde passa a pintar.
Alice sofreu um grave acidente com três anos de idade, partindo a anca do lado direito, o que fez com que ela passasse parte da sua infância deitada na cama, e esse acidente deixou marcas e dores para o resto da sua vida.

Alice Rahon Autoretrato

Aos 12 anos sofreu mais um acidente, onde partindo uma perna, colocando a novamente na cama e no isolamento. Devido a esses acidentes tudo o que Alice podia fazer para ocupar a sua mente era ler, escrever e pintar no jardim da sua casa.

Em 1934, Alice casou com o pintor surrealista Wolfgang Paalen, através de quem conheceu o surrealismo se tornando poeta. Tendo publicado, com apoio de André Breton um livro intitulado “A mesma terra”, e em 1938, outro livro ilustrado por Miró. Em 1939, ela e o seu marido foram convidados por Breton, Frida e Diego Rivera a visitarem o México, onde decidiram passar a viver, fato que colocou Alice no mundo da pintura surrealista mexicana, no qual se tornaria uma grande artista. Ainda assim, já vivendo no México publica seu ultimo livro de poemas, chamado “Noir Animal”. Alice ganha sua dupla nacionalidade mexicana em 1946.

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Alice divorcia se de Wolfgang Paalen em 1947 e, então, adopta o sobrenome Rahon.
Aos 63 anos, na abertura de sua exposição na galeria Pecanins, na cidade do México, ela cai das escadas e tem sua coluna atingida com o impacto da queda, mas recusa se a ser tratada pelos médicos alegando, que já havia sofrido demais nas mãos deles quando sofreu seus acidentes ainda criança. Passa, então, a viver reclusa em sua casa até 1987, quando morre em setembro após começar a recusar a se alimentar.

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Os quadros de Alice possuem muitas cores – cores mexicanas -, mas pouca luz, parece que sempre é noite neles. São abstratos e quando as suas personagens aparecem elas lembram personagens da cultura mexicana e circense, como os personagens, que criou para a sua peça “Orion, o grande homem do céu”, que só veio a ser produzida em 2009. Os temas das suas obras são paisagens, mitos, lendas, festas mexicanas – como na obra de 1952, “Piedade para Judas”. Em “A balada para Frida Kahlo”, seu quadro mais famoso e que se encontra na exposição, parece noite, parece que vemos de longe um grande circo com suas luzes, suas bandeiras, pipas no céu, e sua roda gigante ascendendo sobre tudo.

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