A Síria obtém a Independência

17 de Abril 1946

A Síria é desde os tempos mais antigos uma encruzilhada de rotas comerciais. Encontram-se comerciantes sírios em todo o Médio Oriente e o termo sírio tornou-se sinónimo de mercador. Depois dos Fenícios, a Síria foi dominada pelos impérios Romano, Grego e Bizantino. Três anos após a morte de Maomé, em 632 d. C., dois exércitos árabes conquistaram Damasco. Em 1095 os cristãos da Europa empreenderam a sua primeira cruzada. Guerras e batalhas sucederam-se durante décadas. Durante dois séculos a Síria esteve unida ao Egipto, sob o domínio dos Turcos, vindo a ser integrada no Império Otomano em 1516. Nessa época, a Síria compreendia o território ocupado actualmente pelo Líbano.

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Já no nosso século, durante a Primeira Guerra Mundial, os Aliados invadiram a Síria e o Líbano, que passaram a ser protectorados franceses. Em 1926 o Líbano tornou-se um estado independente, retirando à Síria os portos de Beirute e Trípolis. Só vinte anos depois, a Síria viria a tornar-se independente.

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Desde que alcançou a independência em 1946, a Síria tem-se envolvido no conflito israelo-árabe. O exército sírio perdeu o controlo dos Montes Golã durante a Guerra dos Seis Dias com Israel, em 1967. O Estado sírio tem também manobrado várias fações políticas e religiosas rivais visando aniquilar a Organização de Libertação da Palestina (OLP), por não querer ter como vizinho um estado palestiniano revolucionário. A Síria é um dos Estados Árabes mais nacionalistas e radicais.
Durante trinta anos, desde 1970 até 2000, a Síria foi governada pelo autoritário general Hafiz al-Assad, cuja principal prioridade foi reconquistar o território sírio perdido para Israel em 1967. Esta política teve como consequência o rearmamento do país. O presidente Assad não autorizava a militância islâmica – os habitantes das cidades usavam, em muitos casos, vestuário ocidental. Com a morte do general em 2000, sucedeu-lhe o filho Bashar al-Assad.

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Com uma população de 18 881 361 habitantes (2006), o país regista um dos mais acelerados ritmos de crescimento demográfico do continente asiático, prevendo-se que, em 2025, a população atinja os 34 milhões de pessoas. As taxas de natalidade e de mortalidade são, respetivamente, de 27,76%o e 4,81%o. A esperança média de vida é de 70,32 anos. O valor do Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,685 e o valor do Índice de Desenvolvimento ajustado ao Género (IDG) é de 0,668 (2001). A maioria da população é árabe (89%), mas existem curdos (6%) no Norte que têm a sua própria língua, cultura e trajes nacionais. Os muçulmanos sunitas representam 74% da população, seguindo-se-lhes os muçulmanos xiitas (12%), os cristãos (9%) e os drusos (3%). A língua oficial é o árabe.

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