O músico Kurt Cobain suicida se

5 de Abril  1994

A maioria daqueles que viviam a adolescência em 1994 partilham um acontecimento. Um daqueles que, décadas depois, resulta na pergunta sacramental: “Onde é que estavas?…” Essa maioria saberá onde estava e o que fazia quando, numa noite de 8 de Abril, três dias depois do acontecimento, foi anunciada a morte de Kurt Cobain.

MTV Unplugged: Nirvana

Nesse dia o vocalista dos Nirvana fora descoberto num quarto secreto sobre a garagem de sua casa em Seattle. Suicidara-se a 5 de Abril, com a televisão sintonizada na MTV (som desligado) e um disco dos R.E.M., Automatic for the People, na aparelhagem. Deixara uma nota de suicídio que se tornaria um requiem lido e analisado vezes sem conta desde que foi divulgado. “Já não sinto paixão, por isso lembrem-se, é melhor apagar de uma vez do que desaparecer aos poucos”, escreveu.

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Quando morreu Kurt Cobain, os Nirvana já tinham o seu lugar assegurado na história da música popular urbana. Meros três anos antes, tinham surgido de rompante com uma canção, Smells like teen spirit, que sinalizou de forma pungente uma mudança de era.

Música cáustica e distorcida, qual sublimação do punk para um novo tempo e uma nova geração. “Here we are now, entertain us”, incitava o cantor irado de tão aborrecido, cuspindo bílis sobre a alienante sociedade de consumo e levando à então Music Television que hoje é apenas MTV (20 anos é muito tempo, já cantava alguém) o cabelo desgrenhado, a roupa descuidada, o anti-glamour que se tornou sinónimo de um género, o grunge (expressão que designa algo sem valor, sujo), de que os Nirvana inadvertidamente se tornariam símbolo e que pôs no mapa uma cidade, Seattle.

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