Em 1955 nascia o piloto Alain Prost

24 Fevereiro 1955

Nascido em 24 de Fevereiro de 1956, em Saint Chamond, magro, narigudo, feio e baixinho, chamado pelos franceses de “o piloto com gabarito de jóquei”, tranquilo, vestindo-se de maneira simples, até deselegante, Alain Prost foi o 7° piloto francês a conquistar uma vitória na F1. Casado com Anne-Marie, pai de dois filhos: Andreas (em homenagem a Andreas Nicolas Lauda seu amigo) e Sacha, tem como hobby principal o golfe.

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É muito conhecida a Rua Dugas-Montbel, em Saint-Chamond, que desce da estação até o centro hospitalar. Ali, no n° 21, André Prost, pai de Alain, montava bicicletas motorizadas e armação para móveis de cozinha. A família vivia em cima da oficina. Muito generosos, os pais de Prost permitiram que ele deixasse o colégio para dirigir karts. Aos 14 anos, Mini, apelido de Prost, foi a um clube de kart, em Rive-de-Gier, e desde esse dia passou a dominar o volante.

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Trocou a paixão pelo futebol pelo volante. Começou com o kart em 71 e sagrou-se tricampeão europeu júnior em 73/74 e 75. Em 75, foi escolhido como o “volante ELF’, o melhor aluno de todas as escolas ELF de pilotagem da França. Em 76, foi campeão francês de Fórmula Renault. Na F3 conquistou o Campeonato Francês em 78 e o Europeu em 79.

Estreou na Fórmula 1 em 1980, na equipe McLaren, durante o GP da Argentina, como 2° piloto e chegou em 6°, quando deixou as asas da ELF para virar o “professor” na McLaren. Passou à Renault no início da temporada de 81, quando fez 5 pontos.

Sua primeira vitória em Grande Prémio  aconteceu no 18° disputado,  no sinuoso e veloz circuito de Dijon-Prenois, anotando a 5° vitória dos Renault turbo compressores , desde que a fábrica francesa entrou para o circo da F1, em Julho de 76.

Alain permaneceu na Renault por 3 anos (81 a 83), obtendo o vice campeonato em 1983. Perdeu o Mundial por uma diferença de 3 pontos para Nélson Piquet.

Quase abandonou tudo, menos a pista ao mudar-se para a Suiça em 13/5/83. Deixou as partidas de futebol, os jogos de cartas no Bar Continental. Cartas anónimas , estragos no seu carro, recados  notificando a sua morte pouco antes de corridas cansavam no.

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Com 1,68m, nariz grande que parece achatado pelo capacete, os olhos miúdos movem-se rápidos com uma curiosidade infantil. Os cabelos compridos e fora de moda,  camisa simples e calça jeans, larga e surrada, não fazem a imagem de um piloto de Grand Prix. Sua figura se encaixaria melhor num entalhador de madeira, como queria o pai, um fabricante de móveis. Dono de um rosto precocemente envelhecido pelas tensões, ficava roendo as unhas enquanto os mecânicos preparavam o seu carro. Praticamente não comia em dias de treinos e corridas; limitava-se a uma simples salada de frutas, com muita banana. Não comemorava as suas vitórias, pelo menos publicamente.

Mas, mais que para qualquer povo, o campeonato de  85,  foi marcante para os franceses: depois de 2 temporadas de perseguição, Prost chegou ao título mundial, aos 30 anos de idade, com 2 provas ainda a serem disputadas, vencendo com 20 pontos de vantagem sobre Michele Alboreto. Igualou outro recorde: foi o piloto que mais pontos acumulou em uma só temporada. Venceu praticamente 1 em cada 4 provas em que actuou (21 vitórias). Foi o piloto francês com mais vitórias na F1.

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