Em 1909 Léo Baekeland inventava o Plástico

5 Fevereiro 1909

Empresário e químico de origem belga nascido em 1863, em Gand, na Bélgica. Em 1889 partiu para os Estados Unidos da América. Era um indivíduo com espírito de iniciativa e especial tendência para bons negócios. Inventou, depois de chegar aos EUA, um papel fotográfico que dispensava a utilização da luz solar para ser revelado: o Velox.

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Em 1899 ganhou a fabulosa quantia (para a época) de 1 milhão de dólares com a venda dos direitos de fabrico do Velox, comprados por George Eastman, fundador da Kodak. Mudou-se então com a família – Celine, sua mulher, e dois filhos – para Snug Rocks, perto de Yonkers, no estado de Nova Iorque. No celeiro da casa transformado em laboratório começaria mais tarde a desenvolver experiências químicas em torno da borracha e do plástico. Impressionava-o imenso o preço da goma-laca, com uma procura cada vez maior, pois era a matéria prima usada no fabrico de vernizes para madeira e de isoladores eléctricos, numa altura em que a electrificação se desenvolvia grandemente. Baekeland, um dos muitos que apostavam em aproveitar mais valias da nova indústria da electricidade, propôs-se encontrar um material artificial e mais barato, capaz de se dissolver em solventes mas tão maleável e moldável como a borracha, e que se pudesse fabricar em grande quantidade de molde a substituir a goma-laca. Outros químicos na Europa tentavam o mesmo já, embora nada conseguissem, ainda que tivessem estado perto do êxito.

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Em 1904, Baekeland entregou-se em definitivo à procura do substituto sintético para a goma-laca e três anos depois (em pleno verão de 1907, depois de muitas experiências falhadas) concebeu o primeiro plástico completamente artificial, que baptizou de baquelite (de Baekeland), ou poli-oxibenzilmetileno-glicol anidro. Inventou também um pesado recipiente para as suas experiências químicas, a que chamou “baquelizador”. A “baquelite” era algo completamente artificial, sintética, totalmente produzida em laboratório, ao contrário do celulóide, por exemplo, que era feito a partir da celulose e de outras matérias vegetais.

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O plástico artificial de Baekeland, ou “baquelite” foi apresentado em 1909, ano em que fundou a General Bakelite Corporation. Não faltaram as imitações, iniciando-se uma série de conflitos de patentes entre Baekeland e a concorrência. O plástico era algo de formidável, um grande negócio em potência. Até o prolífero inventor Thomas Edison tentou inventar, sem êxito industrial, um produto que pudesse ser concorrencial aos derivados da baquelite que rapidamente surgiram. Baekeland propôs então a fusão de todos os produtores de baquelite, formando uma grande concentração empresarial da qual esteve à frente. A baquelite revelou-se mesmo um material de base a milhares de novos produtos, como ainda hoje sucede. O plástico tornou-se o símbolo da indústria, substituindo o aço do século XIX, representando tudo o que é sintético ou artificial, poluente e de reciclagem natural morosa.
Leo Baekeland, o inventor da baquelite, o produto que revolucionou o século XX e causou a falência dos produtores de borracha natural de meados do século XX, faleceu em Beacon, no estado de Nova Iorque, EUA, no ano de 1944.

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