A Invenção do Preservativo

27 de Dezembro 1564

A preocupação com a contracepção é antiga, sendo que o preservativo foi possivelmente inventado 16 séculos antes da nossa época, tendo sido encontrados carapuços na extremidade do pénis em templos datados de 1350 a 1200 a.C. Contudo, pensa-se que o primeiro preservativo tenha sido feminino, no qual as mulheres, através da bexiga de cabra ou vegetais, procuravam proteger-se do esperma, sendo que se atribui ao povo grego o uso de preservativos feitos de bexigas de peixe.

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Antes do século XV, é registada a utilização de preservativos na Ásia, sendo que na China os preservativos podiam ser feitos com papel de seda oleada; e no Japão eram produzidos com casca de tartaruga ou chifres de animais.

Os preservativos masculinos têm sido utilizados há séculos com o objectivo de evitar a gravidez e como prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST’s). De facto, e apesar de terem sido encontrados nos fragmentos da arte egípcia antiga, indícios do uso do preservativo feitos de papiro, a primeira ilustração de um homem a usar um preservativo durante as relações sexuais foi encontrada numa caverna em França – Grotte des Combarrelles – e data de há 12.000-15.000 anos atrás. Porém, a sua primeira descrição escrita surgiu em 1564, através de Gabriel Fallope, que refere a criação de uma capa de linho embebida numa mistura de ervas e absinto e que se adaptava à glande com o objectivo de prevenir contra a sífilis. Consequentemente, o procedimento recomendado para a prevenção desta doença de transmissão sexual era a utilização deste preservativo, apelidado por Shakespeare como “luva de Vénus”.

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No século XVII foi referido, pela primeira vez, o papel contraceptivo do preservativo, que passou a ser utilizado como forma de se evitar uma gravidez indesejada. Neste século, surgem os preservativos feitos com a pele de intestino de animais (e.g. porco, cordeiro) e que foram designados de Condom ou sobrecasaca inglesa.

Em 1870, surgem os primeiros preservativos feitos de borracha. Contudo, ainda não eram descartáveis, nem muito cómodos. Em 1930, nos EUA, foi popularizado o preservativo feito de látex e descartável.

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Em 1960, com a invenção da pílula, o preservativo deixa de ser considerado um método contraceptivo primário. Contudo, com o surgimento da SIDA na década de 80 do século XX, a utilização do preservativo masculino ganhou terreno face aos diversos métodos contraceptivos, na medida em que, para além da abstinência sexual e do preservativo feminino, é o único que promove, com grande eficácia, a prevenção face às IST’s.

Actualmente, existe uma panóplia de preservativos que diferem desde o tamanho, cor, textura e aroma, que podem ser lubrificados ou não, permitindo que o casal utilize o preservativo como um brinquedo sexual em detrimento de o percepcionar como uma “barreira”.

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