Em 1946 nascia o tenor Josep Carreras

5 de Dezembro 1946

“Uma voz doce, clara e quente de tenor lírico e uma elegante presença no palco.” Assim a “Enciclopédia de Ópera do ‘Metropolitan Opera House'” se refere ao cantor catalão José Carreras. Ao lado de Placido Domingos e Luciano Pavarotti, Carreras arrebatou audiências do mundo inteiro no show “Os Três Tenores”, em 1990, em Roma, trazendo novas plateias para a música erudita.

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A música tornou-se parte da vida de José Carreras desde muito cedo. Cantou no navio a vapor em que retornava para a Espanha, voltando da Argentina, para onde sua família imigrara durante um curto período. Aos oito anos, fez sua primeira audiência pública, cantando “La Donna é mobile”, da ópera “Rigoleto”, na Radio Nacional Espanhola. Incentivado pela cantora Montserrat Caballé, estreou na ópera “Lucrezia Borgia”, de Donizetti, em 1970, em Barcelona, interpretando o papel de Genaro.

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No ano seguinte, ganhou o prêmio Verdi, na cidade italiana de Parma, onde participou das óperas “Un Ballo in Maschera” e “I Lombardi”. Neste mesmo ano, casou-se com Mercedes Perez, com quem teve dois filhos, Alberto e Julia. Em 1972, estreou na ópera de Nova Iorque, onde cantou durante três anos. Apresentou-se também na Ópera de São Francisco e no Covent Garden, em Londres.

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Em 1974, estreou como o personagem Mario Cavaradossi, da ópera “Tosca”, na “Metropolitan Opera” de Nova York. Pelas suas habilidades dramáticas e talentos musicais, José Carreras tornou-se um dos maiores cantores líricos do mundo, tendo se apresentado nas maiores casas de ópera da Europa e dos Estados Unidos.

Em 1987, no auge da do sucesso, Carreras sofreu um duro golpe. O diagnóstico de uma leucemia levou-o a procurar tratamentos em Barcelona e em Seattle, nos Estados Unidos. Depois de restabelecido, o cantor não só reassumiu a sua carreira, como criou a Fundação Internacional José Carreras, destinada a realizar pesquisas e ajudar no tratamento da leucemia. Um dos propósitos iniciais do projecto “Os Três Tenores” foi justamente angariar fundos para esta organização e receber o tenor de volta à cena artística.
Aos poucos, Carreras voltou a cantar, tanto nos palcos das casas de ópera, quanto nos estúdios de gravação. Com o regente Herbert Von Karajan estabeleceu uma fértil parceria, que resultou em inúmeras gravações. José Carreras gravou mais de 150 discos. O seu extenso repertório inclui desde trechos de zarzuelas, árias operísticas e oratórios, até obras raras, como “La Juive” e “O Corsário”.