O actor Alain Delon está de Parabéns !

8 de Novembro 1935

Nascido a 8 de Novembro de 1935, perto de Paris, Alain Delon teve uma infância instável depois do divórcio dos pais, seguido de quatro anos da Guerra da Indochina, que cumpriu nos fuzileiros.

FRANCE: Film: "Melodie en sous sol"

Em 1957, estreia-se em Uma tal Condessa, d’Yves Allégret. O seu físico – “cara de anjo” e olhos azuis – chamam a atenção. Rapidamente passa a interpretar papéis maiores.

O primeiro grande papel de Delon foi como Tom Ripley no clássico de suspense O Sol por Testemunha (1959). No ano seguinte, trabalhou com o realizador italiano Luchino Visconti, que faria dele um dos seus actores fétiche, no filme Rocco e os seus Irmãos. Os dois tornaram-se amigos e juntos fizeram outro clássico, O Leopardo (1963), que arrematou a Palma de Ouro do Festival de Cannes.

No teatro surge em Dommage qu’elle soit une putain, em cena por Visconti. A seu lado estava Romy Schneider e a partir daí dá se início a uma longa relação com a então jovem actriz. Dentro e fora do palco e da tela (A Piscina, de Jacques Deray, 1969).

Com O Assassinato de Trotsky e Um Homem na Sombra, de Joseph Losey, Delon desempenhou papéis que “quebraram” a sua imagem de sedutor.

Alain Delon (born in 1935),

Mas, apesar de uma carreira de grandes papéis – e diversificados – em filmes que ficarão para a história do cinema universal, como O Leopardo, e de um César pelo seu desempenho em Notre Histoire (1984), de Bertrand Blier, Alain Delon nunca levou para casa o principal prémio de interpretação masculina da grande montra francesa da sétima arte – o Festival de Cannes.

Enquanto realizador, fez Pour la peau d’un flic (1980) e Le Battant (1983). Nostálgico em relação à idade de ouro do cinema, nos anos 1960, viu a sua carreira entrar em declínio na década de 1980 e anunciou que se iria afastar em 1999.

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Entretanto participou em duas mini-séries de televisão e surgiu, em 2007, emSur la Route de Madison, ao lado de Mireille Darc, sua ex-companheira que continuou a ser uma das suas amigas mais próximas.

Em 2008, interpretou também Júlio César no cinema em Asterix nos Jogos Olímpicos.

Actor francês com uma extensa filmografia e uma vida privada agitada, Alain Delon, que neste dia festeja 81 anos, tornou-se um mito mundial graças a um carisma raro e a uma beleza insolente.

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Em 50 anos de carreira, participou em mais de 90 filmes, alguns considerados pela crítica como grandes obras da sétima arte. “Fui programado para o sucesso, não para a felicidade. Os dois não combinam”, disse a estrela do cinema europeu, que foi dirigido por grandes realizadores como Melville, Visconti, Antonioni, Losey, Godard e Malle.

Igualmente produtor de cerca de 30 longas-metragens, empresário e coleccionador de arte, de relógios de armas e de vinhos, o actor, que muitos classificaram como “magnético”, diz-se cansado dos holofotes que o impediram de viver uma vida como toda a gente.

Longe das câmaras, Alain Delon vive hoje a 100 quilómetros a sul de Paris. Na sua propriedade de muros altos, diz a AFP, mandou construir uma capela. É lá que quer ser sepultado.

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