1986 – Estreia do Musical “Fantasma da Ópera “

9 de Outubro 1986

O que seria mais intrigante que uma história de amor, um fantasma obcecado e uma casa de ópera? Um cenário um tanto parisiense, porquanto poético e enigmático, fez de um romance francês o maior e mais popular título da Broadway.

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Inspirado no livro Trilby, de George Du Maurier, o francês Gaston Leroux escreveu o romance Le Fantôme de l’Opéra (O Fantasma da Ópera), publicado pela primeira vez em 1910. Apesar de ter sofrido milhares de adaptações com o passar do tempo, tanto para o cinema quanto para o teatro, foi o famoso produtor musical britânico Andrew Lloyd Webber, em parceria com Charles Hart e Richard Stilgoe, que conseguiu fazer do romance uma das histórias mais conhecidas em todo o mundo. A sua versão, que estreou em West End, Londres, em 1986, o transformou em um dos compositores de maior influência do século XX.

Webber ousou variar gêneros em um mesmo contexto, construindo um ambiente que envolvesse horror, amor, ficção e tragédia em uma fantástica produção teatral. A história é densa, triste e provoca os instintos humanos, elementos fundamentais para o sucesso do musical. The Phantom of the Opera estreou no Majestic Theatre de Nova Iorque, na Broadway, em 1986.

O romance se passa no século XIX, na Ópera de Paris, e conta a história de Christine Daaé, uma jovem humilde que tem a música na alma. O talento veio do pai, um violinista que ganhava a vida apresentando-se nas ruas e cuja morte levou consigo todo o entusiasmo musical de Christine. Porém, mesmo que relutante, a jovem decide entrar para o conservatório de Paris, mas não consegue progressos na vida artística.

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Um dia, no seu camarim, ouviu uma voz – a mais bela voz que já tinha ouvido em toda a sua vida – e acreditou que aquela era a voz do Anjo da Música, remetendo-a a uma história infantil que o seu pai contava quando ainda era criança. Mas a voz que escutara – e que trouxera novamente ao seu coração a alegria de cantar – não pertencia a nenhum anjo e sim a Erik, um gênio musical que também era arquiteto e ilusionista – nascido com uma terrível deformidade no rosto e que por isso vivia nos porões da Casa da Ópera, os quais tinha ajudado a arquitetar – um verdadeiro e imponente complexo construído em cima de um grande lençol de água subterrâneo.

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E foi esse o lugar que escolheu para refugiar-se da sociedade por causa de sua incômoda aparência, o que o obrigava a usar uma máscara escondendo metade de sua face. Enquanto vivia nas fundações da Casa da Ópera usava de estratégias para assustar a administração e conseguir benefícios. Por isso ficou conhecido como “O Fantasma da Ópera”, fazendo com que muitas pessoas acreditassem que a Casa era assombrada.

Sem contacto visual nem consciência de quem era ele, a jovem Christine era motivada pela voz de Erik, que a ajudava a desenvolver todo o seu potencial. Erik, então, apaixona-se por ela e a transforma-a em uma extraordinária soprano. Christine canta com a alma inspirada nas lições de seu misterioso tutor e projecta no palco toda a emoção e excitação de se envolver com voz com a qual fantasiava.

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