Em 1970 a cantora Janis Joplin morria de overdose de heroína

4 de Outubro 1970

Nascida na pequena cidade petroleira de Port Arthur, no Texas, no dia 19 de Janeiro de 1943, Janis Joplin foi um dos grandes símbolos da filosofia auto destrutiva dos anos 70. Além da força da voz (que, segundo a biografia “Enterrada viva”, publicada em 1985, já estava prejudicada pelas drogas e pelo álcool quando a sua carreira subiu), Janis é importante pelas interpretações. Como uma versão rock de Billie Holiday, vivia o sofrimento que passava nas canções e que ficou eternizado em clássicos como “Summertime” e “Try (Just a little bit harder)”.

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Enquanto viveu, a garota solitária — que fugiu de casa aos 17 anos para tentar a carreira — só encontrava conforto afogando as mágoas no uísque Southern Comfort. Quando a consagração definitiva chegou, depois do festival de Woodstock, em 1969, já era tarde. A 4 de Outubro de 1970, foi encontrada morta num hotel de Hollywood, vítima de uma overdose de heroína.

Janis lançou apenas quatro álbuns: “Big brother and the holding company” (1967); “Cheap thrills” (1968); “I got dem ol’kozmic blues again mama!” (1969); e o póstumo “Pearl” (1971). As duas últimas canções que gravou foram “Mercedes Benz” e “Happy trail”, esta dedicada à John Lennon, que só recebeu a fita após a morte da artista.

Já eram 18h e Janis Joplin ainda não havia aparecido no Sunset Sound Studios. Paul Rothschild, o produtor da cantora, teve uma sensação estranha e mandou John Cooke, um dos roadies da Full Tilt Boogie Band, até o Landmark Motor Hotel para ver a razão dela não não estar a atender o telefone.

Quando John Cooke chegou lá, eram quase 19h. Ele viu que o carro de Janis estava no estacionamento e que as cortinas do quarto dela, no andar térreo, estavam fechadas. Ela não atendeu a porta quando ele bateu, nem quando ele esmurrou a madeira e berrou. Cooke falou com o gerente, Jack Hagy, que concordou em entrar no quarto. Janis estava estirada entre a cama e a mesa de cabeceira, usando uma camisola curta.

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Cooke chamou um médico e então ligou para o advogado de Janis, Robert Gordon. Quando os Policias chegaram, por volta das 21h disseram aos repórteres que Janis tinha “marcas novas de seringa no braço, entre dez e 14, no braço esquerdo”.

Na quarta-feira, dia 7 de Outubro, o corpo de Janis Joplin foi cremado, de acordo com a vontade dela. Um serviço religioso privado foi organizado para os parentes mais próximos – os pais, o irmão e a irmã, as tias, os tios e os primos. O local não foi revelado.

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