Em 1962 nascia o politico Paulo Portas

12 de Setembro 1962

Paulo de Sacadura Cabral Portas, filho do arquitecto Nuno Portas e da jornalista Helena de Sacadura Cabral, nasceu em Lisboa a 12 de Setembro de 1962. É meio-irmão do já falecido Miguel Portas (conhecido como militante e eurodeputado pelo Bloco de Esquerda) e meio-irmão da jornalista Catarina Portas.

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Paulo Portas é licenciado em Direito pela Universidade Católica Portuguesa mas, profissionalmente, sempre esteve ligado ao jornalismo, tendo começado desde bem cedo, aos 15 anos, nesta função, como estagiário do jornal O Tempo. Mais tarde viria também a integrar as equipas de redacção dos jornais A Tarde e Semanário. Como jornalista chegou ainda a ser director do jornal oficial da Estrutura Pelo Socialismo. Mas, foi no jornal O Independente que Paulo Portas se destacou.

Juntamente com Miguel Esteves Cardoso, Paulo Portas fundou, em 1988, o jornal O Independente, jornal do qual se viria a tornar director e ao qual viria a dar grande visibilidade na década de 90, através das suas manchetes polémicas, denunciando vários casos políticos, tendo ao governo de Cavaco Silva como o seu principal visado.

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Na vida política, Paulo Portas aderiu à Juventude Social Democrata (JSD), em 1975, em grande parte movido pela sua admiração por Francisco Sá Carneiro. Mais tarde, em 1979, Paulo Portas filiou-se no Partido Social Democrata (PSD), no qual se manteve até 1982.

Paulo Portas voltaria novamente à vida política em 1995, tendo deixado a direção do jornal O Independente para se juntar ao Centro Democrático Social (CDS). Junto com o então líder do partido, Manuel Monteiro, Paulo Portas teve uma participação ativa na revitalização do partido e da sua imagem, ao mudar também a sua designação para Centro Democrático Social – Partido popular (CDS-PP).

Em 1997, Paulo Portas foi eleito líder do CDS-PP, tendo chegado a membro do Governo em 2002, numa coligação PSD + CDS-PP. Nesse Governo, Paulo Portas foi Ministro de Estado e da Defesa Nacional. Com a saída de Durão Barroso e a sua substituição por Pedro Santana Lopes, Paulo Portas passou a ser Ministro de Estado e ministro da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar. No entanto, esse governo apenas duraria 4 meses, sendo o Parlamento dissolvido por Jorge Sampaio, o então Presidente da República. Desse governo, ficou em Paulo Portas a mancha do caso dos submarinos.

Paulo Portas ainda chegou a deixar a liderança do CDS-PP, mas por um curto período, tendo pouco tempo depois voltado a assumir essa função.

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Em 2011, o CDS-PP foi novamente convidado a formar um governo de coligação com o PSD, tendo Paulo Portas passado a desempenhar a função de Ministro dos Negócios Estrangeiros. Em 2013, Paulo Portas deu um novo sentido à palavra irrevogável ao dizer que tomou a “decisão irrevogável” de sair do governo mas depois voltar com a sua palavra atrás, pelos “interesses nacionais”. Actualmente, Paulo Portas exerce funções como gestor empresarial numa multinacional privada. Abandonou qualquer cargo politico.