Termina o cerco á escola de Beslan ( 334 mortos ) – Russia

3 de Setembro 2004

No dia 1 de Setembro de 2004, ocorreu a tomada de assalto por rebeldes tchetchenos e inguches à escola nº 1 da cidade de Beslan, na república autónoma da Ossétia do Norte, fez mais de mil reféns, entre os quais 777 crianças.

Passados três dias de angústia e mortes episódicas que culminaram em massacre, o balanço deu conta de mais de 330 mortos, na sua maioria crianças. O assalto à escola de Beslan acabou por ser classificado como o acto de terrorismo mais sangrento levado a cabo em solo russo desde que a Tchetchenia tinha sido declarada independente, em 1991.

Os assaltantes eram membros do batalhão Ryadus-Salikhin e tinham sido enviados e instruídos pelo senhor da guerra tchetcheno Shamil Basayev que daquele modo exigia o reconhecimento da independência da Tchetchenia por parte das Nações Unidas e a retirada das tropas russas do seu território.

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No terceiro dia de cerco ao recinto, as forças de segurança russas usando armamento pesado entraram no edifício após uma série de explosões. A consequência foi a morte de mais de mais de três centenas de reféns, centenas de feridos e um número alto de desaparecidos.

O assalto teve lugar no dia da abertura oficial do ano escolar. Meia hora depois da entrada dos alunos, às 9h30, o edifício foi invadido por três dezenas de homens fortemente armados e de duas mulheres que envergavam cintos com explosivos. Na confusão inicial, cerca de 50 pessoas conseguiram escapar, ficando mais de mil reféns dos assaltantes.

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Às 10h, os assaltantes começaram a armadilhar com explosivos o ginásio e outros edifícios da escola. Às 10h20, o Presidente russo, Vladimir Putin, cancela as suas férias em Sochi e regressa a Moscovo. De acordo com os números oficiais divulgados em 5 de Setembro, até ao final do assalto morreram mais de 330 pessoas, 207 das quais identificadas, 700 pessoas ficaram feridas, 58 em estado crítico, das quais 386 foram hospitalizadas.

Os reféns foram espremidos dentro de um pequeno ginásio.
Foram obrigados a ficar no centro, rodeados por minas e bombas conectadas por cabos.
Bombas foram coladas com fitas adesivas às paredes e penduradas no tecto. Dois artefactos maiores foram colocados nas redes dos cestos de basquete.
De tempos em tempos, os sequestradores disparam as suas armas para amedrontar os reféns. Colocam também crianças perto das janelas, servindo como escudos humanos.
À medida que a temperatura aumenta dentro do ginásio, muitos reféns começam a desmaiar. Eles tiram as roupas para tentar se refrescar, e bebem a própria urina para evitar desidratação.

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Os investigadores acreditam que as armas tenham sido escondidas no interior do ginásio semanas antes do ataque.

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