1997- Acidente e morte da Princesa Diana

31 de Agosto  1997

Em 31 de Agosto de 1997, nas ruas de Paris, um acidente automobilístico até hoje não totalmente explicado resulta na morte da Princesa Diana e do seu namorado, o empresário Dodi Fayed, além do motorista do Mercedes que os conduzia. A morte da personalidade britânica, que passou a viver como plebeia após se divorciar do príncipe Charles, chocou o Reino Unido provocando uma séria crise de popularidade da monarquia britânica.

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Na época, Diana, conhecida mundialmente como Lady Di, era a celebridade mais procurada pelos paparazzi nos anos 90. Mesmo antes do seu divórcio, ocorrido em 1992, ela já atraía mais holofotes do que a própria família real e era o alvo preferido dos paparazzi, os infames fotógrafos de celebridades. Era muito activa na obtenção de fundos para projectos de caridade á escala global e um dos factores, além da sua beleza, que lhe garantia popularidade era o facto de ter nascido numa família plebeia – o seu casamento foi o primeiro a ser transmitido ao vivo para todo o mundo, alcançando uma audiência estimada em 750 milhões de pessoas. Os escândalos envolvendo o seu divórcio, ocorrido em 1995, a colocavam na posição de vítima, alvo de adultério – Charles, que a traía pela também plebeia Camilla Parker Bowles, com quem actualmente está casado, ficou com a marca do “vilão da relação”.
Ao pedir divórcio, provocou um escândalo sem precedentes para a monarquia britânica, enfraquecendo ainda mais a figura de Charles, que já enfrentava a impressão de não ter a capacidade de liderança necessária para assumir o trono e não teria mais a figura carismática de Diana ao seu lado.

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Na noite de 30 de Agosto de 1997, Diana e Dodi deixaram a Sardenha, onde passaram nove dias de férias, num jacto privado e chegaram a Paris, onde se hospedaram no hotel Ritz, da propriedade da família de Dodi. No dia seguinte rumariam para Londres . Na madrugada, já no dia 31, o casal saiu do hotel para se dirigir ao apartamento de Dodi,  que ficava nas proximidades. A imprensa, como sempre, os acompanhava sem concessões. Pouco antes, outro veículo do hotel ter tentado ludibriar dos paparazzi fingindo que o casal se encontrava lá. O casal estava no banco traseiro de um Mercedes-Benz. O carro era conduzido pelo motorista Henri Paul e tinha como segurança Trevor-Rees Jones no banco ao lado.
Às 0h25, na marginal norte do rio Sena, o carro perdeu o controle ao entrar no túnel da Ponte d’Alma, sendo seguido por nove paparazzi franceses guiando motocicletas. A uma velocidade entre 95 km/h e 110 km/h, o veículo desviou para a esquerda e chocou com o 13º pilar do túnel, rodopiando até parar.

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Mesmo com vítimas do acidente seriamente feridas e mortas dentro do carro, os paparazzi continuavam a tirar fotos freneticamente. Alega-se que Diana chegou a sair parcialmente do carro e pedia por ajuda, sendo que nenhum fotógrafo se prontificou a ajudar. Ela ficou presa nos escombros da viatura, e conseguiu ser retirada e colocada numa ambulância com vida. Chegou ao hospital Pitié-Salpêtrière às 2h, mas devido à extensão dos ferimentos, o seu coração, que acabou deslocado para o lado direito do peito rompendo a veia pulmonar esquerda e o pericárdio, o que resultou em forte hemorragia, parou de bater às 4h. A sua morte foi anunciada à imprensa às 5h30.
Gravemente ferido e encontrado inconsciente, Jones foi o único sobrevivente dos quatro passageiros do carro. Ele afirma não se lembrar de qualquer detalhe. Dodi e Paul tiveram morte instantânea.
A Operação Paget, investigação judicial francesa de dezoito meses concluiu, em 1999, que o acidente foi causado por culpa do motorista, Henri Paul, que perdeu o controle do veículo em alta velocidade – para fugir dos paparazzi – quando se encontrava embriagado e sob efeito de fortes antidepressivos. Segundo a perícia, nenhum dos ocupantes usava cinto de segurança. Dois paparazzi, que tiraram fotos das vítimas depois do acidente, foram acusados de romper as leis de privacidade francesas.

Desde fevereiro de 1998, o pai de Dodi, Mohamed al Fayed, dono da rede de hotéis Ritz, afirma que o acidente foi resultado de uma conspiração organizado pelo MI6 (serviço secreto britânico) com instruções da família real, contestando o resultado oficial das investigações. A família de Henri Paul também corrobora a versão de Mohamed, que é muçulmano, facto que  incomodaria a família real.

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