Em 1930 nascia o actor Sean Connery

25 de Agosto  1930

A missão de Sean Connery era digna de 007, afinal, dissociar-se da imagem de um dos personagens mais populares do mundo, a qual interpretou esplendidamente, não é tarefa fácil. Não que algum dia ele fosse deixar de ser lembrado como o famoso agente secreto, mas Connery conseguiu construir uma sólida filmografia independente da série James Bond.

a-la-rencontre-de-forre-ii06-g
Filho de um motorista de camião  e de uma empregada de limpeza, ele abandonou a escola aos 15 anos para se alistar na Marinha britânica, onde ficou por três anos. Até os 21 anos, trabalhou como leiteiro, polidor de caixões, pedreiro, salva-vidas e modelo, além de concorrer pela Escócia ao Mr. Universo de 1950.
A partir de 1951, Sean (nome artístico inspirado por Shawn, seu apelido de infância) começou a participar de peças, filmes e séries de televisão, mas até 1961, seu único papel realmente digno de nota foi em ”A Lenda dos Anões Mágicos” (1959), uma fantasia da Disney.

sean-connery-young-1136012802

Em 1962, a fama finalmente bateu à sua porta; Connery foi escolhido pelos produtores Harry Saltzman e Albert R. Broccoli para viver James Bond nas telas do cinema. O ator tinha a combinação de charme e virilidade exigida pelo papel, e hoje é quase sempre considerado o melhor interprete do herói  literário criado por Ian Fleming. Começando com ”007 Contra o Satânico Dr. No” (1962), foram 7 aventuras, incluindo o clássico ”007 Contra Goldfinger” (1964).
Preocupado com o estigma de 007, (embora estivesse participando em outros filmes), o actor não quis se envolver com a produção de ”007 a Serviço Secreto de Sua Majestade” (1969), no qual foi substituído por George Lazenby. O público não aprovou a mudança, e os produtores apelaram para Connery, que seduzido por uma proposta irrecusável, retornou à série em ”007 – Os Diamantes São Eternos”, jurando ser seu último filme no papel. É por isso que sua sétima aventura como Bond (lançada em 1983) chamou-se ”Never Say Never Again”.

goldfinger-james-bond-007-sean-connery
Durante os ”anos 007”, o actor esteve também em ”Marnie – Confissões de uma Ladra” (1964), de Hitchcock, brilhou em ”A Colina dos Homens Perdidos” (1965), de Sidney Lumet, e dirigiu ”The Bowler and the Bonnet” (1969), documentário nunca lançado.
Logo ficou evidente que Sean Connery tinha muito a oferecer, e ele raramente deixou de cativar público e crítica. Com grande versatilidade e uma presença que define a palavra carisma, o actor vem se destacando há décadas em filmes como: ”Até os Deuses Erram” (1973, drama de Sidney Lumet), ”O Homem que Queria Ser Rei” (1975, aventura dirigida por John Huston), ”O Nome da Rosa” (1986, prêmio da Academia Britânica pelo monge detetive), ”Os Intocáveis” (1987, Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pelo policial veterano), ”Indiana Jones e a Última Cruzada” (1989, impagável como pai de Indiana Jones), ”Coração de Dragão” (1995, roubando o filme na voz do dragão) e ”Lancelot – O Primeiro Cavaleiro” (1995, papel de Rei Arthur).
Um ativo cidadão escocês, tem feito doações para a educação de seu país, e não esconde os seus ideais separatistas contra a Inglaterra.

sean-connery-the-wind-and-the-lion
Em 1999, Connery foi eleito pela revista ”People”, o homem mais sexy do século.
Sua primeira esposa (62-73) foi a atriz Diane Cilento, mãe do ator Jason Connery, que interpretou Ian Fleming num filme para a televisão.