Invenção do Electrocardiograma

22 de Agosto  1903

A história do electrocardiograma (ECG) remonta ao século XIX. Acredita-se que o primeiro registo de electrocardiograma em humanos tenha sido realizado em 1872, por Alexander Muirhead (1848-1920), engenheiro eléctrico escocês especializado em telegrafia sem fio, enquanto estudava para o seu doutoramento em Electricidade, em colaboração com o fisiologista britânico John Burdon Sanderson. Depois disso, o primeiro a se dedicar sistematicamente ao estudo da actividade eléctrica do coração foi Augustus Waller, em Londres. Mas o grande avanço veio quando Willem Einthoven (1860-1927), médico e fisiologista holandês, inventou um sistema mais sensível e prático para registar a actividade eléctrica cardíaca. Em 1895, Einthoven distinguiu 5 deflexões no traçado de ECG, denominando-as por letras (P, Q, R, S, T) que foram consagradas e são utilizadas até hoje. Einthoven posteriormente também descreveu características eletrocardiográficas de diversas doenças cardíacas. “Pela sua descoberta do mecanismo do electrocardiograma”, Einthoven recebeu o Prémio Nobel de Fisiologia ou Medicina em 1924.

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pai da eletrocardiografia mesmo é o médico e fisiologista holandês Willem Einthoven uma vez que aperfeiçoou a técnica com o invento de um galvanômetro de corda em 1903 que possibilitou registos fiéis com uma padronização usada nos dias actuais. A sua atribuição das letras P, Q, R, S e T para as várias deflexões, ou seja, as letras que identificam a sequência dos estímulos eléctricos do coração, são usadas até hoje. Aliás, a escolha de tais letras permanece uma incógnita.

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Mas o que outrora parecia engraçado  tornou se um grande passo dentro da medicina. O ECG é um exame preliminar que pode detectar quase todos os problemas cardíacos em menos de cinco minutos! Quer dizer, esse é o tempo de um ECG digital, cada vez mais comum hoje, mas ainda existem locais que utilizam um antecessor analógico que regista o exame em uma fita quilo métrica que pode levar de 10 a 15 minutos para ser feito.
De qualquer forma o que importa é o benefício deste invento e só nos resta fazer uma ode à quem incansavelmente esteve a frente dos estudos e das pesquisas para torná-lo possível. Ah sim e uma ode também à evolução tecnológica que possibilita o seu aperfeiçoamento.

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