Invenção do Raio – X

2 de Agosto  1895

Em 1895, Wilhelm Konrad Roentgen descobre a existência e a produção da radiação X quando, na Universidade de Wüzbug, na Alemanha ao repetir a experiência de outro cientista, Philipp Lenard ,observou que os raios catódicos que escapavam de um tubo com vácuo por uma estreita janela de alumínio, produziam uma luminescência em sais fluorescentes e um escurecimento em chapas fotográficas. Na mesma época, vários outros cientistas também investigavam a natureza dos raios catódicos produzidos nos tubos de Leonard, Hittorf e Crookes, assim como Roentgen . Esses tubos tinham basicamente a mesma configuração. Eram constituídos de um cilindro de vidro esférico ou na forma de Pera, com baixa pressão de gás no seu interior, um cátodo e um ânodo, que na maioria das vezes eram colocados perpendiculares um ao outro.

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A alta tensão do ânodo, necessária para a descarga eléctrica, era produzida por uma bobina de indução. Os raios catódicos, produzidos pela descarga interna do tubo, moviam-se perpendiculares à superfície do cátodo e iam chocar-se contra a face de vidro cilíndrico.

Hoje, sabe-se que esses raios eram correntes de electrões. Esses electrões são libertados pelo rápido movimento dos iões do gás bombardeando a superfície do cátodo aquecido. Os iões são produzidos durante a descarga do gás. Os electrões chocam-se contra a superfície de vidro, perdem a sua energia, o vidro fica aquecido e pode-se observar efeitos luminosos (luz verde ou azul, dependendo da composição química do vidro).

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Outros cientistas também produziram essa radiação durante as suas experiências, porém não tiveram o mérito de reconhecê-la. Filmes que estavam guardados nas proximidades dos seus equipamentos ficaram inutilizados. Crooks, por exemplo, achou que os filmes eram de má qualidade. O mérito de Röntgen foi ter investigado com profundidade a natureza da nova radiação, num curto espaço de tempo. No seu primeiro, famoso e provisório comunicado (28 de Dezembro de 1895) sobre um novo tipo de radiação, ele publicou o resultado das suas pesquisas científicas; a superfície aquecida da parede de vidro é a fonte de raios-X. Dali eles se propagam em linha recta e penetram na matéria. Nem todas as matérias podem ser penetradas com a mesma facilidade. Placas grossas de metal pareceram ser opacas, enquanto que ossos apresentaram-se transparentes para uma determinada alta tensão escolhida. Placas fotográficas foram expostas a raios-X e em pouco tempo podiam apresentar a fotografia de uma mão.

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A sua descoberta valeu-lhe o prémio Nobel de Física em 1901. Na época – começo do século XX – ocorreu uma revolução no meio médico, trazendo um grande avanço no diagnóstico por imagem.