Le Mans – Desastre mata 85 pessoas

11 de Junho 1955

No dia 11 de Junho de 1955 aconteceu o acidente que matou o piloto Pierre Levegh e dezenas de espectadores nas 24 Horas de Le Mans. O acidente é considerado uma das maiores tragédias na história de mais de um século do automobilismo, e hoje faz 61 anos.

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Para as 24 Horas de Le Mans de 1955, a Mercedes decidiu aproveitar a receita vencedora do W196 e transformou o monoposto num carro de corrida de dois lugares. A potência aumentou para 310 cv, e colocava a Mercedes no mais alto nível entre os carros de endurance, dando lhe a capacidade de superar os 300 km/h na recta Hunaudières, também conhecida como Mulsanne.

No ano de 1955 a concorrência prometia ser firme. Entre os favoritos, estava o Jaguar D-Type, que já havia conseguido um bom desempenho no ano anterior. A Jaguar era a principal concorrente da Mercedes-Benz no prova , ainda mais porque, mesmo passados dez anos do fim da Segunda Guerra, britânicos e alemães ainda não se haviam acalmado totalmente.

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O caso é que, para a corrida de 1955, um dos 300 SLR inscritos seria pilotado por Pierre Levegh, que revezaria o volante com o americano John Fitch.

No entanto a maior aposta da Mercedes estava em Fangio, que iniciou uma disputa pelo 1º lugar com o principal nome da Jaguar, Mike Hawthorne, assim que a largada foi dada. Sem dúvida era uma corrida que prometia fortes emoções, mas ninguém estava preparado para o que aconteceria em menos de três horas.

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Era a 35ª volta, e Hawthorn estava na frente, seguido pelos retardatários Lance Macklin no seu Austin Healey 100 e por Levegh em Mercedes. Ao entrar na recta das boxes, Hawthorn recebeu um sinal da equipa para parar e reabastecer.

Assim, quando Hawthorn pisou com vigor nos travões a fim de entrar nas boxes, Macklin não conseguiu reduzir a velocidade com a mesma eficiência e viu-se forçado a realizar uma manobra evasiva, levando o carro para a esquerda. Logo atrás dele vinha Levegh, a toda a velocidade.

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Levegh não conseguiu parar nem desviar a tempo, teve a visão obstruída por uma nuvem de poeira e acabou por dar com a roda dianteira esquerda na traseira do carro de Lance Macklin.

O 300 SLR ( Mercedes ) levantou voo e capotou algumas vezes sobre as barreiras de feno na beira da pista, desintegrando-se no processo. Pedaços da carroceria de magnésio desprenderam-se e atingiram a multidão, bem como o eixo dianteiro e o pesado bloco do motor. Pessoas foram decapitadas pelo capôt e esmagadas pelos componentes mais pesados. Para piorar, boa parte dos componentes da carroceria entraram em combustão – o magnésio é um metal altamente inflamável, e as chamas não se extinguem com água.

Levegh foi atirado para fora do carro e morreu na hora, não resistindo aos ferimentos no crânio causados pelo impacto. Na época, os pilotos não usavam cintos de segurança, sob a alegação de que preferiam ser atirados para longe do que ficar presos dentro de um carro em chamas.

Oficialmente, 84 pessoas foram mortas pelos destroços do carro e outras 120 ficaram feridas, mas relatos de testemunhas na época sugerem que o número de mortos e feridos foi maior.