Batalha do Mar do Coral – 2ª Guerra Mundial

4 de Maio 1942

Em finais de Abril, os decifradores de códigos americanos haviam percebido que uma operação japonesa era iminente e o Almirante Chester Nimitz, Comandante-Chefe do Pacífico (CINCPAC), preparara os seus planos para enfrentá-la.

BattleOfTheCoralSea

Os porta-aviões que tinham escapado à destruição em Pearl Harbor teriam agora a sua oportunidade : o Lexington e o Yorktown, com uma escolta composta de oito cruzadores pesados (três deles australianos) e 12 destroyers, sob o comando-geral do Almirante Frank Fletcher.
O episódio que ficou conhecido como a “Batalha do Mar de Coral” ocorreu de 4 a 8 de Maio de 1942. Foi a primeira colisão da história entre forças aéreas de porta-aviões e ambos os contendores se convenceram de que tinham muito a aprender – desde o reconhecimento a estimativas realistas dos tiros declaradamente certeiros e dos danos causados. Os aviões de ataque de Fletcher começaram a alcançar a força de cobertura japonesa  afundando o Shoho. Os aviões de reconhecimento de Hara avistaram o petroleiro da esquadra americana, Neosho, e o destróier de escolta, Sims, e informaram que se tratava de um porta-aviões e um cruzador, provocando um violento ataque do Shokaku e do Zuikaku que afundou o Sims e o Neosho, mas deixou intocáveis os porta-aviões de Fletcher.

ww_in_photos_61

Assim que os aviões desse ataque retornaram, Hara despachou-os novamente com ordens de atacar ao anoitecer. Mas a visibilidade era tão má , que ocultavam os navios e se tornaram um problema – que os pilotos japoneses foram obrigados a deitar fora as suas bombas e torpedos depois de uma busca infrutífera. Ao retornarem ao Shokaku e o Zuikaku, eles tiveram a humilhante experiência de sobrevoar directamente a força- americana e receber uma surra dos caças Wildcat despachados para interceptá-los. Somente sete dos vinte e oito aviões japoneses que participaram desse ataque retornaram à sua “base“.

lexington
A manhã do dia 8 foi testemunha de que a batalha atingia o auge com Hara e Fletcher desfechando ataques violentíssimos uns contra os outros.
Os americanos acertaram no Shokaku com duas bombas de 500 libras, danificando-lhe o convés de voo e fazendo lavrar extenso incêndio. Os japoneses causaram também um ferimento mortífero no Lexington, acertando-lhe dois torpedos e duas bombas. O Yorktown escapou aos torpedos japoneses, mas foi atingido por uma bomba de 800 libras que explodiu bem no interior de seu casco. No ar, os americanos saíram se bem, derrubando 39 aviões japoneses e perdendo 33 dos seus. Abalado por repentinas explosões internas, o Lexington foi abandonado após cinco horas desesperadas de trabalho para controlar os danos. A perda do Lexington introduziu grande modificação do balanço, que passou a acusar vitória dos japoneses.
Mas era apenas uma vitória tática. Na verdade os americanos haviam vencido a batalha no dia 7, pois o afundamento do Shoho forçara a retirada da esquadra de invasão de Port Moresby, e os acontecimentos do dia 8 fizeram com que Inouye adiasse toda a operação. Pela primeira vez, desde Pearl Harbor, uma operação anfíbia japonesa fora frustrada. Apesar de tudo isso, a luta no Mar de Coral foi apenas um incidente que antecedeu a decisiva demonstração de força entre a Esquadra Combinada e os efectivos de combate sobreviventes da Esquadra Americana do Pacífico.