“Papillon“ – Filme

2 de Maio 1973

Em 1973, a cores, com duração de 150 minutos, é lançado o filme PAPILLON (Borboleta), com a intenção de contar o drama e a biografia de Henri Charrière que fora preso injustamente no Presídio da “Ilha do Diabo” na Guiana Francesa.

Sob a Direção de Franklin Schaffner, apoiado no roteiro de Lorenzo Semple JR e Dalton Trumembo que adaptaram a obra Papillon, de grande sucesso literário, tem no elenco Steve McQuenn, Dustin Hoffmam, Vitor Jary, Don Gordon, Anthony Zerbe entre outros. O filme passa-se no ano de 1930, contando a fascinante, incrível e verídica história de Papillon (Borboleta), assim chamado por ter no peito uma borboleta tatuada.

Steve McQuenn viveu o protagonista, que mesmo clamando inocência de um assassinato, é condenado à prisão perpétua.

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A França, nesta época, mantinha na Guiana Francesa, na Ilha do Diabo, uma prisão considerada de segurança, da qual, os seus dirigentes gabavam-se da impossibilidade de qualquer fuga, o que jamais havia ocorrido. Qualquer tentativa, porém, era punida severamente, mantendo-se o preso na “solitária” por dois anos, e, em caso de reincidência, cinco  anos. O tratamento aos prisioneiros era degradante e de constante humilhação, e altos eram os índices de suicídios.

Papillon tenta a fuga, mas, apanhado é levado para a “solitária” (um cubículo de 3 metros de cumprimento por 2 de largura, sem colchão, com uma única janelinha ao alto que permitisse a entrada de ar, cuja porta de acesso  era minúscula que se mantinha sempre fechada, tendo em baixo uma janelinha por onde a comida e água eram servidos uma única vez por dia, pela manhã.

Após os 2 anos, é retirado da solitária, e quando conhece Louis Dega (Dustin Hoffmam), famoso falsário que vive na Ilha à custa de outros prisioneiros, graças ás suas falsificações. Tornam-se amigos e juntos planeiam a fuga.

Segundo o filme, conseguem fugir, chegando a uma colónia de leprosos, em seguida a uma tribo de índios caribenhos, mas, traídos, voltam à prisão.

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Na vida real, Papillon liderou um grupo de prisioneiros entre eles Henri Charrière, que conseguiram fugir da Ilha do Diabo, vindo para o Brasil, após passarem pelos garimpos da própria Guiana Francesa, e posteriormente da Venezuela, instalando-se (1940) em Surumú, Roraima, onde viveu com sucesso do garimpo e ainda um assalto bem sucedido. O seu túmulo encontra-se apenas com uma cruz branca e sem identificação, mas há um movimento para se criar um museu com os seus pertences e escritos, dando-lhe um túmulo digno, contendo a indicação.

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