Jorge Amado publica o livro “ Gabriela, Cravo e Canela “

1 de Maio 1958

A história de Gabriela, cravo e canela  passa se em Ilhéus, na década de 20, período em que a cidade era rica devido à exploração do cacau, e ansiava progressos e desvendava a noite litoral no meio de bares e bordéis. O livro conta a história de amor, que desafia os costumes da sociedade da época, entre a sertaneja Gabriela e o árabe Nacib.

Tudo teve início quando o fazendeiro Jesuíno Mendonça, não sendo homem que aceitasse traição, matou a sua esposa e o cirurgião-dentista, recém-chegado à cidade. O árabe Nacib é dono de um bar e precisa focar os seus interesses em arranjar uma cozinheira, pois a sua foi embora morar com o filho.

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Nacib acaba por encontrar Gabriela, uma espécie de refugiada que chegava à cidade em busca de melhores condições, e a emprega como nova cozinheira. Apesar de algumas incertezas inicias logo Nacib fica a conhecer os excelentes dotes colunários de Gabriela.

A beleza, sensualidade, simplicidade e espontaneidade de Gabriela são capazes de despertar fascínio em todos os que se aproximam dela. O livro é rico em ciúme, traição, sempre com o centro da paixão ardente ente Nacib e Gabriela.

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Na década de 1920, o cacau vive um período de “ouro” em Ilhéus e é possível perceber as mudanças sociais que ocorrem na Bahia, facto que inclui a abertura do porto para os grandes navios, e que que levou o carioca Mundinho Falcão à ascensão e os coronéis ao declínio, Ramiro Bastos.

Gabriela é a personificação das transformações que ocorreram numa sociedade patriarcal, arcaica e autoritária que foi afectada pela renovação cultural, política e económica.

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