1941 – Nascia a Estilista Vivienne Westwood

8 de Abril  1941

Irreverente e revolucionária, a criadora britânica Vivienne Westwood é um ícone cultural que marcou a sua época, e que não passa despercebida com o seu cabelo laranja flamejante.

Vivienne Westwood Red Label show, Autumn Winter 2015, London Fashion Week, Britain - 22 Feb 2015

Com apenas 17 anos, mudou-se para a capital inglesa onde leccionava inglês, e a sua paixão pela arte levou-a a frequentar o curso de moda na Faculdade de Arte de Harrow. O seu primeiro casamento foi com Sam Westwood, de quem teve o primeiro filho, Ben Westwood, e, após pôr fim à relação, juntou-se ao seu sócio Malcolm McLaren.

Vivienne Westwood na pocetku karijere (2)

Foi com o apoio deste que investiu no seu sonho e abriu a primeira loja em Londres, denominada “Let it Rock”. Como o próprio nome sugere, as peças de roupa criadas por Vivienne tinham influência no espírito rock – dominava o preto e vermelho, tartan, pele, correntes.

Em 1974 e devido a complicações legais, o nome foi alterado para “Sex”, o último título conhecido da loja. O seu marido era produtor da conhecida banda Sex Pistols, e o seu sucesso influenciou directamente o sucesso de Westwood, que passou a ser conhecida até hoje como a criadora do punk.

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A onda rebelde e protestante foi perdendo força a partir dos anos 80, data em que Vivienne lança a sua primeira coleção “Pirates”, com cortes românticos inspirados nos séculos XVII e XVIII. E foi nesse mesmo ano, em 1981, que apresentou a colecção em Londres – passo relevante na sua carreira.

Em 1990, não só lançou a primeira colecção masculina em Florença, Itália, como foi a vencedora do titulo de “British Designer of the Year”, prémio que voltou a receber um ano mais tarde. A polémica passou a ser um adjectivo para os seus desfiles, que se tornaram um verdadeiro espectáculo de performance artística.

Mantendo a sua identidade como base para todas as colecções e trabalhos, Vivienne vingou na industria e, em 1998 venceu o prémio de Queen’s Export Award, adquirindo o titulo de “Lady” pelas mãos da própria Rainha Elizabeth II. Atenta aos vários acontecimentos mundiais, manifestava-se através das colecções e desfiles em relação a problemas ambientais ou contra as leis anti-terroristas adoptadas pela Inglaterra, após o atentado no metro londrino em 2005, para o qual criou t-shirts com frases como “Não sou terrorista, por favor, não me prenda”.

Atualmente, mantém uma relação com Andreas Kronthaler, bastante mais novo, e que por isso “lhe dá energia e jovialidade”. Os seus descendentes seguiram os passos da mãe, e Joe Corre é o fundador da marca de roupa interior Agent Provocateur, enquanto que Ben tornou-se um fotógrafo erótico. Em 2008, Westwood lançou o livro Opus, um manifesto artístico que custava 1.642 euros cada.

O sucesso da sua carreira gerou várias menções, sendo considerada uma dos seis melhores designers do mundo, segundo o livro “Chic Savages”. A isso junta-se a retrospectiva no Museu Victoria & Albert em Londres, e as colecções que continuam a surpreender os peritos e o público em geral, desta “Lady” extravagante de longa idade.

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