Em 1976 morria o Pintor Max Ernst

1 de Abril  1976

Depois de ser um soldado alemão na Primeira Guerra Mundial, Max Ernst, o garoto que aprendera a pintar copiando paisagens de Van Gogh, passou por uma breve fase cubista após a guerra. No ano seguinte, 1919, fundou o grupo “Dada” na sua terra natal (Colónia) e propôs se a destruir todos os valores estéticos de então. Foi uma tentativa de ruptura, uma reacção contra uma sociedade falida e destruída moralmente pela Primeira Guerra Mundial.
Em 1922, emigrou para a França, onde conheceu André Breton e ingressou no movimento surrealista. Publicou livros de poesia ilustrados e, em 1929, fez a colagem “A Mulher de 100 Cabeças”, um dos ícones do surrealismo. Em 1930, interpretou um papel no filme de Luis Buñuel, “A Idade do Ouro”.

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O Surrealismo levou às últimas consequências o que os seus criadores entendiam como “renovação da arte a partir da recusa à lógica e à moral da burguesia”. Assim como o Dadaísmo, jogou fora tudo o que até então era esteticamente aceitável. Ao lado de Louis Aragon, Salvador Dali e Man Ray, Ernst criou peças que até hoje chocam o público.
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O mentor intelectual do Surrealismo, Breton dizia que Ernst era o “mais magnífico cérebro assombrado” do mundo das artes. O pintor alemão soube levar como poucos a premissa de que a obra deveria vir de um estado onírico, de sonho. Isto é, a pintura seria a manifestação do que os psicanalistas chamam de inconsciente.

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Nos seus quadros de cores brilhantes, Max Ernst associava imagens de elementos demoníacos e absurdos com outros eróticos e fabulosos. Unia de forma irracional esses símbolos para expressar o seu subjectivismo. Da mesma forma que nas suas colagens, as esculturas mesclavam objectos Quotidianos, como peças de automóvel e garrafas de leite, a blocos de cimento, que depois fundia em bronze.

Na Alemanha nazista,os seus quadros foram expostos, junto aos de outros artistas na mostra denominada Arte Degenerada, em 1937. Durante a Segunda Guerra, com a ocupação da França, Ernst fugiu para os Estados Unidos sob a protecção da mecenas milionária Peggy Guggenheim, uma das suas várias amantes. Em 1948, ganhou a cidadania americana.

Voltou à Europa em 1958, naturalizando-se francês. Morreu em 1976, em Paris.

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