Aprovada a droga AZT na luta contra a SIDA

20 de Março  1987

A zidovudina foi a primeira droga aprovada para o tratamento da infecção do VIH/SIDA. Jerome Horwitz  sintetizou o AZT em 1964 , usando uma bolsa Federal  Norte Americana. O AZT foi originalmente pensado como uma droga anti cancro, mas foi arquivada quando se conclui que não era suficientemente efectiva contra tumores em ratos.

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Um teste aleatório do AZT foi mais tarde realizado pela Burroughs-Wellcome, no qual foi demonstrado que o AZT podia prolongar a vida de pacientes com SIDA/AIDS. Burroughs Wellcome Co. pediu a patente do AZT em 1985. A Food and Drug Administration

(FDA) aprovou a droga para uso contra VIH, SIDA/AIDS, e AIDS Related Complex em 20 de Março de 1987. O tempo entre a primeira demonstração que o AZT era activo contra o VIH no laboratório e a sua aprovação foi de apenas 25 meses, que é um dos mais curtos períodos de desenvolvimento de uma droga na história recente.

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O AZT foi subsequentemente aprovado como tratamento preventivo em 1990. Foi inicialmente administrado em doses muito maiores que as actuais, tipicamente 400 mg a cada quatro horas (mesmo durante a noite). No entanto, a falta de alternativas na altura para tratar a SIDA/AIDS afectou o rácio risco/benefício, com a garantida toxicidade da infecção HIV ultrapassando o risco de toxicidade da droga. Um dos efeitos secundários do AZT é anemia, uma queixa frequente nos ensaios clínicos.

Os regimes de tratamento actuais envolvem doses menores (e.g., 300 mg) de AZT tomados duas vezes ao dia. O AZT é combinado com outras drogas para evitar a mutação do HIV em formas resistentes ao AZT.

A estrutura cristalina do AZT foi referenciada por Alan Howie (Universidade de Aberdeen) em 1988. No estado sólido o AZT forma uma rede de ligações de hidrogénio.

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