1854 – Nascia Paul Ehrlich o “Pai da Quimioterapia “

14 de Março  1854

Paul Ehrlich (Strzelin , 14 de Março de 1854 foi um bacteriologista Alemão.

Recebeu o Nobel da Medicina de 1908. Ficou famoso pelo seu trabalho em imunologia, hematologia e Quimioterapia. Considerado o pai da quimioterapia, é o autor do conceito de “bala mágica”.

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Paul Ehrlich era filho de uma influente família Judaica. Os seus pais eram Ismar Ehrlich e Rosa Weigert. Recebeu uma variada formação em Medicina, iniciando os seus estudos académicos na Universidade de Breslau , prosseguindo-os na Universidade de Estrasburgo, retornando a Alemanha e terminando em Leipzig, onde se doutorou em 1878. Casou-se em 1883, teve duas filhas e faleceu em 20 de Agosto de 1915, em Bad Homburg.

Foi professor em Berlim (1890 – 1904), colaborador de Robert Koch  e director do Instituto de Medicina Experimental em Frankfurt. Como colaborador de Koch no Instituto de Doenças Infecciosas, Ehrlich aprofundou os seus estudos sobre processos de coloração de células e tecidos e a sua classificação dos corantes químicos em ácidos, básicos e neutros – o que revolucionou os métodos de laboratório e abriu novos horizontes para o tratamento das doenças infecciosas.

Considerado o criador da Quimioterapia, realizou centenas de experiências com compostos químicos de alta toxicidade com o bacteriólogo japonês Sahatshiro Hata, das quais resultou em 1909 na descoberta do “salvarsan” (dihidroxidiaminoarsenobenzenedihidrolorido), um medicamento obtido a partir de mais de mil combinações de arsénico, utilizado no tratamento da sífilis. Este composto e o Neosalvarsan (1912) foram os produtos mais bem sucedidos da presente pesquisa, constituindo a maior parte dos medicamentos eficazes para o tratamento da sífilis.

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A sua investigação sobre a formação de anticorpos no organismo levou-o à descoberta da imunidade da cadeia lateral, baseada na ideia de que as células sanguíneas possuem cadeias laterais que se unem a certos grupos químicos dos agentes malignos. A moderna teoria imunológica baseia-se nesta tese.

Ehrlich dedicou-se à quimioterapia de infecções e procurou durante muitos anos substâncias que se ligassem a “receptores específicos” na superfície de germes importantes, como o tripanosoma envolvido na “doença do sono” africana, ou o treponema responsável pela sífilis. Segundo Ehrlich, essas substâncias, ligadas a tóxicos, ou sendo elas mesmas tóxicas, funcionariam como “balas mágicas” que, ao serem administradas, matariam apenas os germes aos quais se ligam, deixando intactas as células do organismo hospedeiro.

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